A felicidade é uma arma quente
Ser feliz passou a ser uma prova de que o indivíduo é alguém ajustado a si mesmo e em conformidade com os “usos e costumes” da nossa sociedade atual. Se você não se declara infeliz você está confessando a sua incapacidade de lidar com a sua própria vida, é um ser incompleto e digno de pena e repulsa pelos que te cercam, quase um leproso. Estamos encurralados a um sentimento que se fala muito e não sabemos se realmente existe: um unicórnio ou um Dodo? Vivemos sempre em altos e baixos, quem diz que sempre está feliz, é tão ensandecido como aquele que diz que está sempre infeliz. A vida nos dá tempo para lavarmos pratos também, existir não é ser. Não precisamos viver “em busca da felicidade”, sobreviver já é uma vitória e, se conseguirmos, às vezes nos sentimos felizes e às vezes não. Todo mundo sabe disso mas nos sentimos constrangidos em sentir “errado”. Ninguém precisa contabilizar os nossos bons ou maus momentos, isso é algo tão particular que só interessa a nós mesmos.

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