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Mostrando postagens de maio, 2023
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Greenwashing   Aprendi o que é isso um dia desses. A contravenção e a bandalheira sempre encontram uma forma de se fazerem presentes nas nossas vidas. Se você comprar um artigo qualquer numa loja que se diz defensora dos morcegos vampiros da Tailândia e sustentam a ONG que protege as pulgas dos camelos australianos, pode ter certeza de que o preço da etiqueta está premiando a sua consciência com muitos reais adicionais. Na loja ao lado, que não defende nada, a não ser sua própria prosperidade o mesmo produto custa a metade do preço. O que se joga aqui é a autoestima (ou medo de ser rejeitado) do consumidor em relação a essas "pautas": se você compra de uma loja que se arvora em ser a defensora dos fracos e oprimidos, você é moderno e civilizado, consciente dos problemas climáticos e candidato a ser o presidente do Green Peace, mas se você ousar a olhar a loja ao lado, não passa de um egoísta que só pensa em dinheiro, um cão sarnento e piolh...
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  Mas, por outro lado , quem sabe? Diz-se que a esperança é a última que morre pois os esperançosos morrem antes. Viver está cada vez mais complicado que dormimos na esperança de acordarmos em Oz ou Shangrilá. Todos esperamos alguma coisa melhor, o teto de alguém é o piso de outro, sempre foi assim e sempre será assim. Não sei se isso é bom ou se é ruim, as realidades são sempre administráveis, seja pela reclamação, seja pela ingratidão. Talvez nos sintamos estúpidos reconhecendo o que temos e somos mas, essa é a estupidez, achar que sempre teremos e seremos o que temos e somos. Firmamo-nos em valores que alimentam nosso ego ao invés de nos inspirar a ir para frente, nos desenvolvermos. Não digo “evoluir" porque, em termos de comportamento, não evoluímos um milímetro sequer desde que alguém começou a pensar nisso. “But then again, who knows?" 
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  A Madre Superiora se antecipou Mesmo que o John tenha jurado de pés juntos que a Yoko não tinha nada a ver com a separação dos Beatles, eu não acredito nisso e, não estou sozinho nessa crença. Não me parece que a dupla L&M concordavam em tudo, apesar e ser acusado de inconsciente pela companheiro, o Paul sempre teve os pés no chão, ele sabia que seus fans gostavam de música, boa música, e essa história de de usar a música como instrumento de difundir ideias políticas é para quem não gosta de música. Isso de usar música para difundir “ideias" me parece aquelas musiquinhas que nos ensinaram na pré escola para decorar o alfabeto. É claro que “ideias" podem ser exprimidas através da música mas é preciso  que haja um certo bom senso mas, os militantes políticos estão interessados em priorizar sua doutrina e não a música. Desta forma o John foi incentivado e influenciado pela “madre superiora” como ele mesmo a chamava. A presença dela no estúdio durante as gravações era algo...
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  Às vezes você me pergunta porque é que sou tão calado Não se se o Raul estava se referindo ao Roberto (na verdade a música é do Tim Maia) mas lembrei que “há muito tempo eu vivi calado, mas agora resolvi falar”. Não creio que nada que eu fale possa ser relevante a não ser para mim (este WebLog é uma catarse) e para as poucas pessoas que têm algum interesse em me conhecer melhor decriptografando o que escrevo. Vivemos tempos conturbados por pessoas perturbadas. Creio que sempre foi assim, não posso medir nem comparar com a minha geração o grau de desconforto que nossos pais sentiram ao olhar o mundo à volta deles. Talvez a diferença é que eles passaram por um menor número de mudanças de comportamento social entre seus 40 e 60 anos que seus filhos. Não sei o que foi para eles as consequências da pílula anticoncepcional. Muitas coisas que atualmente estão sedimentadas, na década de 69 e 70 estava nascendo e eram consideradas bizarras. Até a década de 70 (e não foi no começo) só at...
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  Nada é real ou tudo é real Nietzsche disse que não existe a realidade, somente interpretações dela. O debate (se é que ele existe) sobre as descobertas do telescópio James Web questionam (se não invalidam) a teoria do BB (que não é o Big Brother): existe muito investimento na pesquisa da Teoria do Big Bang para a invalidar. Entre as outras teorias, chega-se à bizarria de que vivemos uma simulação de computador. Na medida em que as informações obtidas são cada vez mais precisas, mais dúvidas e incertezas se levantam em termos do “funcionamento" do universo. Mas não precisamos desesperar, não são leis mas, teorias.
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  Vim pelo anúncio Antigamente procurava-se emprego na seção de "Classificados" do jornal, hoje temos o Linkedin. Apesar desta facilidade, hoje em dia os critérios de seleção se tornaram algo tão complexos que beiram o misticismo. No nosso país, alguns setores precisam de gente com qualificação técnica tais que muitos candidatos ao cargo, não as preenchem, sobram vagas. E grande parte dos cursos superiores (nem os inferiores) formam profissionais ao menos, adequados. Existe uma corrida por títulos pois ainda é um critério que pesa muito para determinados setores. Mas existem outras formas de selecionar (ou eliminar) candidatos a uma vaga no mercado de trabalho: os "soft-skills". A princípio, se inventou a "inteligência emocional", que é a arte de manipular as pessoas. Depois foram engendrados os "soft-skills" para poder segmentar e (tentar) medir a inteligência emocional.  Alguns soft-skills que são investigados numa entrevista: Princípios ét...
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  Os mais iguais "A lei é a expressão da vontade geral. Todos os cidadãos sendo iguais aos seus olhos são igualmente elegíveis para todos os cargos, lugares e empregos públicos, de acordo com a sua capacidade, e sem outra distinção que não seja a das suas virtudes e talentos". Declaração dos direitos dos homens e dos cidadãos, artigo 6 (1789) Surgiu, a alguns anos, uma discussão sobre as oportunidades, de estudo e trabalho, para os "cidadãos" e, através de um discurso de "reparação", criou-se as "cotas" de participação nas vagas de universidades e alguns concursos públicos. Pedir desculpas pelos erros dos nossos antepassados é algo nobre, mas é um risco esperar que as pessoas sem um preparo básico possam corresponder às exigências do ensino superior ou de uma função profissional especializada. É claro que o risco de uma má performance se dá entre cotistas e não cotistas, as cotas são uma oportunidade, não uma certeza: o tempo dirá se o candidato...
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  Onde está o Wally? Muitas vezes está mais perto que imaginamos, às vezes, perto demais. Aqueles que não vemos a muito tempo e, às vezes lembramos, pode aos pouco, se tornar uma obsessão. Agora, com Facebook, whats e o escambau dizem que os distantes se aproximaram e os próximos se afastaram … Não me admira semelhante coisa, isso mostra que da mesma maneira que precisamos de gente por perto, precisamos de nossa privacidade, nosso espaço para respirarmos sem ter que dar satisfação a quem quer que seja. Oito bilhões de pessoas é um número inconcebível, não dá para imaginar todos juntos. E entre eles todos nos achamos (ou nos perdemos). Sempre teremos espaço para nos isolarmos quando precisamos? Quantos de nós a Terra suportará? Creio que não estarei mais aqui para ver isso …
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  Nós costumávamos amar enquanto os outros costumavam brincar “Puppy love”, é como eles dizem. Eu tive a sorte de viver isso, não sei se isso tem limites estabelecidos mas me parece que tem a ver com a inocência natural que, aos poucos, vai se perdendo. E, essa perda da inocência não tem nada a ver com sexo, como os “adultos" querem explicar (ou justificar ou demonizar), o sonho começa no primeiro olhar, no primeiro beijo. Imagino que esse zêlo desmedido em invalidar esses momentos  é uma desculpa esfarrapada para que esses “adultos" não se sintam culpados por sentirem o que talvez sentiram na adolescência pela “menina da porta ao lado”, ou pior, o que não sentiram: pura inveja. Isso tudo me leva a pensar que “ser adulto”, naqueles dias, era considerar que a inexperiência é uma doença e qualquer tentativa de aprendizado, “fora do tempo” (estabelecido de que forma?), uma aberração. Não posso responder por todos mas, dar mim foi algo que me fez ser alguém que aprendeu a amar ...
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  A felicidade é uma arma quente Ser feliz passou a ser uma prova de que o indivíduo é alguém ajustado a si mesmo e em conformidade com os “usos e costumes” da nossa sociedade atual. Se você não se declara infeliz você está confessando a sua incapacidade de lidar com a sua própria vida, é um ser incompleto e digno de pena e repulsa pelos que te cercam, quase um leproso. Estamos encurralados a um sentimento que se fala muito e não sabemos se realmente existe: um unicórnio ou um Dodo? Vivemos sempre em altos e baixos, quem diz que sempre está feliz, é tão ensandecido como aquele que diz que está sempre infeliz. A vida nos dá tempo para lavarmos pratos também, existir não é ser. Não precisamos viver “em busca da felicidade”, sobreviver já é uma vitória e, se conseguirmos, às vezes nos sentimos felizes e às vezes não. Todo mundo sabe disso mas nos sentimos constrangidos em sentir “errado”. Ninguém precisa contabilizar os nossos bons ou maus momentos, isso é algo tão particular que só...
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  " Welcome back my friends to the show that never ends" Apesar de TODOS saberem de que se trata “A origem das espécies” muita gente tem uma ideia equivocada do que é “evolução”. Sabemos que acontecem adaptações físicas que dependem do ambiente em que nos encontramos. Como serem gregários e “inteligentes" foi necessário criar “normas de conduta” para sobrevivermos juntos, não nos matando uns aos outros. Até a revolução industrial, o conhecimento “evoluiu” da magia à ciência, os magos se tornaram cientistas e passamos a crer que a ciência podia ser a solução para “tudo" (a física quântico melou   a “teoria de tudo”). As conquistas científicas, especialmente com o advento da InterNet as lendas urbanas se intensificaram e, pela insistência, acabaram se tornando “verdades”. Ai de quem as contrariar. Existem várias “verdades" em termos da evolução e, o que é um mal entendido, é o comportamento das crianças. Confunde-se algumas habilidades que as crianças têm com i...
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  O chiado dos discos e outras bobagens Dentre as lendas urbanas mais absurdas é aquela de que discos de vinyl, como dizem hoje, chiam ao tocar. Isso é mesma coisa que dizer que toda casa tem goteira. É claro que existe a possibilidade deles riscar, ou seja, que o sulco “quebre”. Nesse caso, a agulha, ao passar pelo local danificado, ou vai “pular" para o próximo segmento ou fica “enroscada”, repetindo aquele segmento. Algumas vezes esse fenômeno acontece quando uma partícula de areia (pó) se aloja no sulco. Mas se esse grão de areia é passível de ser retirado do local, lavando o disco. Da mesma forma o “chiado”, em 99% dos discos, é simplesmente sujeira acumulada nos sulcos, basta lavar. Os métodos são váriados e causam discussões intermináveis nos fóruns dedicados ao assunto;  o que eu faço é usar uma máquina que “escova" os sulcos na medida que o disco gira ou numa outra máquina de ultrassom. Uso água destilada com detergente industrial, Há quem lave com detergente para ...
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  Não temos tempo para errar Ouvi isso de um colega de trabalho. Fiquei pensando se isso seria só em relação ao trabalho ou se aplica a todos os aspectos da vida. Sei que ele está se referindo ao nosso trabalho, mas também pode ser algo do inconsciente que "escapou".  Imagine viver assim? Não ter "tempo" para errar. Me parece que existem pessoas que veem a vida como um mergulho ao pular de um precipício e não andar numa estrada. Eu sou "do tempo" em que a vida era uma estrada, ou um rio. E se somos cobrados para “não errar” o que acontece quando erramos? Toda cobrança implica um contrato anterior mas, as long as I remember, essa cláusula não existe no nosso contrato de trabalho: vivemos então, celebrando contratos informais nas esperança que tudo funcione como o esperado. Mais uma vez, “tudo" é muita coisa e “o esperado”, na maioria das vezes são desejos e não objetivos. Prestem muita atenção …
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  Você tem que fazer a manhã durar Foi no quinto ano primário (alguém sabe o que era isso?) que eles me foram apresentados, numa aula de inglês do professor Alaby. Eu tinha 10, quase 11 anos. Para animar a aula e dar um toque de modernismo didático, ele nos trouxe um audio visual de “The 59th street Bridge Song (feelin’groovy)” de Simon & Garfunkel. Usando um toca fita de rolo portátil para a música (em 1967 ainda não havia fitas K7 aqui em Pindorama, pelo menos na Cidade Sorriso), projetou diversos slides dos artistas com a letra como se fosse a legenda dos slides. Pediu para copiarmos a letra e traduzirmos, o que foi dificílimo pois a única ajuda que tínhamos era o dicionário que, é claro, não trazia “groovy”. Mas aquela música me encantou profundamente, eu nunca tinha ouvido semelhante coisa. Fui atrás do disco, era o album “Parsley, sage, rosemary and thyme”, só o possuí  quase dez anos depois, não era um disco muito fácil de se achar. Depois veio a maravilhosa “The ...
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  Pour le piano Pensa-se, de maneira geral, que basta nos dedicarmos em qualquer empreendimento e, mais cedo ou mais tarde, alcançaremos nosso objetivo: “querer é poder”. Isso é uma falácia. Nos ensinam isso para que tenhamos ânimo e não desistamos dos nossos empreendimentos. Só fazemos o que está dentro das nossas limitações. Parece ser obvio mas tem muita gente por aí que acha que pode aprender um idioma em três meses ou aprender a tocar um instrumento em um ano. Vou me ater ao aprendizado de um instrumento. Quando se fala de música deve-se levar em consideração que uma série de mitos acompanham o nosso entendimento do que é tocar um instrumento. Não vou discutir a questão do aprendizado da leitura de música (partituras) mas o simples “tocar”. Incrivelmente não consideramos tocar um instrumento como uma atividade física, que depende do corpo do instrumentista. Por mais exímio que seja o pianista, se ele ou ela não tiver as mãos suficientemente grandes, não poderá tocar toda e q...
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  "Batuque na cozinha sinhá não quer" ... Eu não gosto de bateria. Não como alguns (ou muitos) gostam, o virtuosismo vazio da bateria usada em grupos de rock. Outro dia um amigo me mostrou um vídeo no Youtube com um desses virtuoses; sinceramente, era um baticum muito preciso e rápido mas era uma batucada. Talvez quem nunca estudou música “savante" ou nunca se aventurou a ouví-la procura algo mais elaborado num solo, quase sempre aborrecido, de bateria. Me dá a impressão que é algo como uma criança mostrando para os pais que aprendeu a andar de bicicleta. Se querem ouvir percussão ouçam “Ionisation" do Varése ou algo de semelhante. Não estou querendo parecer esnobe mas, assim como todas as expressões e manifestações de arte, são boas ou ruins. Não confundamos “boa" com “me agrada” e “ruim" com não me agrada e, a qualidade de uma composição não tem nada a ver com virtuosismo na interpretação. 
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  "Você morrerá, eu não" Um processo mental é uma característica natural aos seres vivos e mesmo assim, nem todos. Quando um processo, levado à cabo por um ser vivo, é operacionalizado artificialmente (hoje está na moda chamar isso de "algoritmo"), foi dado o nome (infeliz) de Inteligência Artificial e, me parece que isso é um nome "fantasia" do produto, com uma grande probabilidade de ser realmente algo fantasioso. É a mesma fantasia de alguém, e não são poucos, que dizem que sua vida depende do telefone celular (em última análise, da Internet). Se de repente perdêssemos a energia elétrica, haveria um colapso mundial, mas isso não exterminaria a humanidade. Dependência tecnológica é uma estratégia de mercado fabulosa e, como todas as técnicas e procedimentos capitalistas (agora a moda é dizer "sociedade de mercado”), estão pouco se lixando para os consumidores, dado o foco dado ao aumento da produção em detrimento do próprio consumidor. Automatizar ...
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  O teatro está realmente morto? Essa pergunta é retórica, além de ser uma citação. A discussão sobre a validade das artes é um fenômeno que começou a ser discutido na segunda metade do século 20. Até então, havia um esforço em se expressar de uma maneira não ortodoxa mantendo o cerne da coisa, foi um período de experimentação. O concorrente obvio do teatro foi e, é ainda, o cinema. Se o teatro resiste é porque existe público para tal espetáculo. No entanto, me parece que o teatro sofreu um processo de elitização (não gosto dessa palavra, sempre me pareceu uma desculpa para a inveja) por parte do público, passou a ser uma escolha sofisticada ir ao teatro em detrimento do cinema posto que as produções cinematográficas muitas vezes têm um apelo (mais) comercial, típico do entretenimento de massa. É claro que existem peças "ruins", mas me parece que existem filmes igualmente ruins em muito maior número. É inegável a produção avassaladora de filmes em comparação à produção teat...
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  Arte & Fatos Fazia muitos anos que eu não era convidado para uma vernissage. Convite de uma amiga, acabei não indo. Dias mais tarde fui à exposição, gravuras muito boas, criatividade à solta. Em tempos de IA, que nos libera para "atividades mais nobres", resta a criatividade, para os artistas e, o delírio para o resto do mundo, "só os poetas podem ver na escuridão" ... Não tenho muita certeza se a arte, como nos é apresentada, ainda é passível de ser consumida por delirantes. A "comoditização" de tudo, inclusive de nós mesmos, mudou muito, não digo os padrões, mas os valores estéticos em se tratando do que entendemos por "arte". O mito do museu ou da galeria é algo determinante, porque assim aprendemos pois, se encontrarmos a "Mona Lisa" pendurada num poste, não é possível que seja a "de verdade”. Grafiteiro na rua é tido como bandido, na galeria, artista. Isso nos remete à mesma discussão que eu trouxe aqui quando tratei de...
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  Se você quiser me seguir ... Entre outras coisas, a ópera-rock " Tommy", do The Who, é um libelo que nos previne de quão nociva pode ser nossa própria estupidez, o nosso herói é somente uma referência que serve para nos denunciar. Desde o seu trauma ao ver seu pai se assassinado pelo futuro padrasto até a cura do seu transtorno de personalidade (narcisista), ao quebrar um espelho no qual ele se mirava, a personagem sofre sua maior violência quando seus pais criam uma colônia de férias para explorar o misticismo das pessoas.  Frente às mazelas da existência, de maneira geral, buscamos "soluções" espirituais, mas a nossa abordagem, sempre é a mesma: seguir uma receita de "coisas a fazer" em troca da satisfação dos nossos desejos. Minhas palavras foram escolhidas: seguir uma receita, um passo a passo, um algoritmo da felicidade. Na nossa ignorância e temor pelo intangível, supomos que essa receita seja dada aos iluminados somente. Segue-se quem diz ter es...
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  Neo-brutalismo & superprodução Houve um tempo em que a arquitetura se (pre)ocupava com espaços para viver e conviver, e isso era bom. Atualmente comete-se mais edificações que "habitáveis" -  parecem com o cenário do "Gabinete do Dr. Caligari", a arquitetura do delírio. E, como se não bastasse, são centenas espalhadas na cidade, afinal há um déficit imobiliário (leia-se imóveis caros) a muitos anos, talvez imóveis mais novos sejam ocupados, essa é a lógica do mercado. Assim como todos os nossos processos produtivos, se constrói mais que se vende. E ainda temos imóveis comerciais novos esperando ocupação por muitos anos. Esse fenômeno nos é mostrado, como uma bizarrice, em cidades construídas na China que estão abandonadas sem nunca terem sido ocupadas; naturalmente isso só acontece na China. Não sei se esse fenômeno só acontece aqui na Cidade Sorriso, mas estima-se que se todos os imóveis novos fossem ocupados, a população cresceria em 1 (um) milhão de habita...
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  Como os nossos pais Essa música mostra perfeitamente como toda uma época de repressão, não só política mas, especialmente social, faz com que a “culpa" seja daqueles que vieram antes de nós. O “novo" sempre foi considerado “melhor" pois, todo mundo sabe, que aprendemos com os erros passados. Ledo engano. Em geral, fazemos julgamentos baseados no nosso zeitgeist e, como sempre baseado (olha essa palavra novamente) no que pensamos ser “as melhores práticas” de conduta. Essas normas e regras sociais eram, antigamente, ensinadas em casa e praticadas nos encontros sociais, hoje nos são transmitidas, pela “internet”, essa rede que, para muitos é uma entidade mágica que passou a ser o oráculo da modernidade. Mas voltando ao assunto, essa ideia que sempre estamos “evoluindo" é algo totalmente equivocado. Existe uma “cultura" de reagir àquilo que julgamos errado; sabemos que não está bom mas não sabemos o que fazer para que fique bom. No início dos anos 60 usava-se ...
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  Liberdade bate as asas sobre nós Entre a caverna dos nossos antepassados e a casa ou apartamento onde moramos, existe, aqueles que moram nas ruas. As cidades, por construção, assim o permitem. “Moram" sob as marquises, em abrigos de papelão, em baixo de pontes e viadutos ou, nas praças onde o clima não é tão frio como aqui onde nasci e cresci. Há os que são desequilibrados, há os que vieram para cá tentar a sorte e não a encontraram e há, aqueles que simplesmente, preferem a rua em troca de sua liberdade. Esses últimos são os que não toleram toda e qualquer norma de convívio e, saem de casa. Sei de uma menina que fora adotada mas não suportou ter que ir para a escola, ter horários para tudo, ter que se submeter a tudo que fazemos em nome de uma sociedade “equilibrada”. Na rua, nas palavras dela, ela era "totalmente livre” mesmo que sofresse os problemas óbvios que sabemos (e não sabemos) que acontecem. A família que a havia adotado dava tudo aquilo que consideramos “bom...
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  Desert Island Collection Da “prática comum” Crosby, Stils & Nash (primeiro LP) Abbey Road - The Beatles Lark’s Tongues in Aspic - King Crimson Tales from Topographic Oceans - Yes Songs from the Woods - Jethro Tull Are you experienced? - Jimi Hendrix Experience Wish you were here - Pink Floyd Santana III - Santana All things Must Pass - George Harrison Avalon - Roxy Music Da “musique savante” Os concertos de Brandenburgo de J.S. Bach Os “Concerti Grossi” de G.F. Haendel As sinfonias impares de Beethoven O anel dos Nibelungos de Richard Wagner Os concertos para violino de Vivaldi A obra orquestral de Maurice Ravel A obra pianística de Claude Debussy Os quartetos de corda de Béla Bartok As sinfonias de Jean Sibelius As sinfonias de Dmitri Shostakovich
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  Discurso de ódio Isso também está na moda. Se alguém deixa escapar uma opinião que não foi aprovado pelo PoCo (politicamente correto), já está no exílio, quando não condenado e ardendo no fogo do inferno. Para vocês verem como o Orwell era ingênuo, ele achava que um minuto de ódio por dia era o suficiente. Se considerarmos “ódio" aquilo que se opõe ao amor, precisamos, urgentemente, rever o que é o amor para saber o que realmente é ódio.
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  Os ianques e seus tanques Os americanos acham que os Beatles passaram a existir quando saíram em turnê nos E.U.A. em 1964.  Assim como “eles" acham que todo o mundo deve tudo para eles. É interessante notar que também os jovens têm a mesma “percepção” sobre o que aprenderam (e chamam isso de “conhecimento”): deduzem que seus pais caçavam dinossauros. Mas voltando os nossos olhos solitários para a America: há algo acontecendo aqui e, o que é isso não está muito claro. Durante a Guerra Fria havia o tal do “alinhamento”, com Washington, no “Mundo Livre” ou, com a União Soviética, para aqueles que compactuavam com o governo vermelho que havia atrás da “cortina de ferro”. Quem não concordava com a doutrina americana era, no mínimo, bandido. Hoje encontramos discrepâncias no alinhamento entre as nações. A Guerra Fria acabou e, da União Soviética, restou a Rússia que, "no es lo mismo pero es igual". Negras nuvens assomam o horizonte com o possível herdeiro do que um dia, se p...