Postagens

Mostrando postagens de novembro, 2024
Imagem
Mais uma vez… Música!!! São numerosos os canais dedicados à música erudita (dita “clássica”) no Youtube e, alguns desses canais tratam do desinteresse crescente na música clássica. Sabemos que o maior fator é a educação ou, a falta dela. Mas eu vou um pouco adiante e penso que, apesar de “todo mundo” estar ouvindo mais música atualmente, graças às facilidades de acesso, via streamings e, à conveniência dada pelo acesso aos conteúdos da internet via telefone celular, ainda há quem não goste de música o suficiente para investir tempo com ela. Houve um tempo em que havia uma ideia romântica de que se a humanidade tivesse acesso livre e total à informação, isso nos tornaria “melhores”. Obviamente a possibilidade de acessarmos as informações e conteúdos depende da nossa necessidade e curiosidade. Em termos da música, isso também depende do gosto do ouvinte. Como a música é a expressão de sentimentos que não conseguimos expressar com palavras, é de se esperar que nossas escolhas variem de ...
Imagem
 Admirável Mundo Novo Todos lembram da “Tempestade" do Shakespeare e sabemos que um dia encontraríamos uma ilha na qual nem tudo era como esperávamos que fosse, fantasias à parte. Como a vida é como ela é, descobrimos que aquela ilha é onde estamos e isso é, se não assustador, desanimador. Naturalmente temos muitas comodidades e conforto mas  estamos perdendo, cada vez mais, o contato com os outros, por mais conectados que estejamos. O individualismo cresceu na medida em que a competição se transformou em "luta pela sobrevivência” em todos os níveis dos nossos relacionamentos, surgiu um medo de “perder" tudo devido à existência dos outros: posso perder meu emprego, posso perder minha casa, posso perder minha família, posso perder meus amigos, posso perder minha saúde, possso perder minha vida. Como é virtualmente impossível se proteger de tudo, nos resta no isolar: no máximo perco meus relacionamentos. Muita coisa que nos é exigida, seja pela sociedade, seja pelo marketi...
Imagem
 J. Mia Colt Em 1966 completei dez anos de idade e duas séries inesquecíveis estrearam no TV: Batman e Star Trek. Porém o chamado da ficção científica foi mais forte tanto que até hoje assisto Star Trek, a série original e as que seguiram. Das “que seguiram” a que mais gosto é a “Voyager" mas a série original continua sendo a minha preferida, eram outros tempos em que o zeitstag era muito mais interessante que atualmente e menos cansativo; a série trazia muitos insights para o que acontecia na época. Multiculturalidade (que hoje dizem “diversidade”) foi abordada livremente quando colocaram na ponte de comando da nave brancos, afroamericanos (sic) e asiáticos (e “vulcanos”), isso era algo muito sério (e ainda o é). Mas ao longo do desenvolvimento das séries e dos filmes, resolveram por bem “eliminar" o capitão da Enterprise. Os cínicos dirão que o capitão da nave é o Picard mas todos sabemos que ele é simplesmente um substituto, quase um usurpador, ninguém pode substituir Ja...
Imagem
 Nunca fui tão jovem Outro dia encontrei um velhinho na rua que me abraçou esfuziantemente, foi então que eu lembrei que eu havia estudado com ele no colégio. “Parece que foi ontem”, não é mesmo? Cinquenta, sessenta anos se passaram, e passa cada vez mais rápido. Eu não repetiria tudo de novo, hoje em dia tudo é mais difícil, de ter um serviço decente nos correios até comprar bolacha cracknel. Talvez seja por isso que me parece tudo mais difícil, ninguém mais usa o correio físico ou nunca viram uma cracknel. Mais uma vez, meu prazo de validade está acabando. 
Imagem
De onde todos eles vieram? Outro dia me perguntaram se ainda existia biciletas Caloi. Sei que o ciclismo é algo venerado e as crianças, se não pedem mais uma Caloi, ganham bicicletas, daquelas pequenas para aprender a pedalar. Mas a coisa pára por aí, não existem mais adolescentes andando de bicileta pela cidade, pelo menos onde eu ando. Creio que o medo tirou a liberdade que tínhamos de sair a tarde toda de bicicleta, andando a esmo, aventurando mesmo. Hoje é só adulto que anda de bicicleta, as crianças sempre “na compania de um adulto”. E o medo traz o recolhimento e a solidão (“All the lonely people”). E se gabam da “evolução”, sem saber o que significa essa palavra. Tempos modernos.
Imagem
 Pêra, uva ou maçã?
Imagem
 "Democracia é relativa ..." Pois então ...
Imagem
  Burnout Lendo um comentário no Linkedin fiquei estarrecido com a conlusão de um “coach" (para mim “coach" é o tecnico de um time de futebol) sobre o tal do burnout (que na realidade é a estafa, o “stress”): a culpa é do trabalho!!! Barrabás!!!  Como disse o pai do Kevin Arnold: “trabalho é trabalho”. A maioria das pessoas não gostam do trabalho que fazem, estão lá porque precisam e isso sim é estafante MAS, se o trabalhador é profissional o problema é falta de maturidade … profissional! Essa geração está se comportando cada vez mais de uma maneira infantil, trabalhar pode nos trazer calos. Viver dá trabalho.
Imagem
  Lembro, esqueço: tão passageiro é o dia Sabemos que o tempo é fugaz (tempus fugit) mas não sabemos o que é o tempo, que no nossa língua se confunde com a palavra clima que insistimos em não a utilizar: ninguém pergunta como está “o clima” … Mas “ele" passa, isso prova ao menos, sua existência, vemos nas nossas rugas e cabelos (como assim, cabelos?) brancos mas, o que mais me incomoda é a fluidez da memória. Não somente lembrar (ou esquecer) de coisas fúteis, como o dia do aniversário do Frank Zappa ou o que vim fazer aqui no quarto … E o dia acaba, e a semana passa e quase todos os dias é o começo da semana, de novo e novamente (again’n’again). Não sei se é bom ou ruim, é somente. Santa Tereza é uma obsessão, Amélia. 
Imagem
  O Zen e a arte de ouvir música Todos sabemos que a música “desperta" sentimentos e pensamentos que não sabemos ao certo de onde vieram. Aquela coisa se pegar sorrindo ao ouvir uma música. Como o processo é através do célebro obviamente a música toca memórias e vivências de várias maneiras, sejam memórias “completas" ou fragmentos que nos evocam imagens ou sensações. No campo das sensações o Proust nos ensina, no “Em busca do tempo perdido” (quem não leu ainda, leia, é uma leitura árdua porém dignificante), que todos os sentidos nos trazem lembranças, nos fazem recuperar “o tempo perdido” que, aparentemente, não foi perdido mas, esquecido. Me restringirei à audição e, audição de música. Assim como o paladar é ensinado e desenvolvido na medida em que a pessoa se desenvolve fisicamente, a audição, ou melhor, o ouvir e ouvir música, pode ser ensinado e é desenvolvido da mesma forma que desenvolvemos a nossa musculatura. Uma criança não gosta do sabor de cerveja ou vinho não p...
Imagem
 Voar mais um vôo impossível De vez em quando sonhava que estava a voar. eu estava no chão e, fazendo um esforço com o corpo (não saberia explicar) eu começava a subir. Subia mais alto que as árvores e os fios elétricos, naturalmente. E podia controlar o vôo mas, de certa forma, cansava. Mas era bom, muito bom, não havia vertigem, voar no "céu de Icaro e Galileu”. Não lembro o que o Jung dizia sobre isso, sonhar que se voa; houve um tempo em que me dediquei a Jung, agora o Lacan faz mais sentido: o desejo é mais plausível pois irracional. Deixei a muito de pensar logicamente, isso já se automatizou, não preciso me concentrar, o que me falta, às vezes, é a memória, acho que é assim mesmo. Lembro do Villa-Lobos, lembro da minha infância, me lembro do Monteiro Lobato, não dele, dos livros dele, li toda a obra infantil, várias vezes, hoje foram condenados e reescritos por gente vê maldade em tudo. Lembrei do Rosa e voltei a ler o “Grande Sertão: veredas”, é a minha quarta vez, maravil...
Imagem
 O oriente nasce em meu quintal Me é muito presente a Guerra dos seis dias. Quando eu tinha 10 anos, Israel era um lugar muito, muito distante que, como para todos, era trazido perto pela televisão. Eu conhecia o Isreal da Bíblia e me parecia que era algo como a Bagdá das “Mileuma noites” … então eles abismaram o mundo em seis dias apenas, não é por menos que eles são o povo escolhido, que são aqueles que escolheram Deus, tem muito israelita ateu. Depois disso todo mundo acompanhou toda a confusão que aconteceu e acontece no dito “Oriente Médio”. Eu gostava do Moshe Dayan, ele parecia um pirata com aquele tapa olho, essa mistura de fantasia e realidade sempre foi o Israel que conheci. Agora o Bibi está lá, firme e forte, o tempo dirá, o julgamento humano é sempre falho. Na guerra existem aliados e inimigos.poucos são os amigos. Mas essa guerra não é deste mundo e esse é o motivo pelo qual o julgamento humano é falho.
Imagem
 Em quanto isso, na "America" ...
Imagem
 O dispositivo Com o advento do telefone celular usado como máquina fotográfica/filmadora o “registro" de imagens se banalizou, todo mundo se acha fotógrafo/cinegrafista. Antes fosse isso somente, existem outras implicações mais sérias. Primeiramente notamos que o fotografar/filmar passou a ser utilizado como uma documentação de alguma altercação, o telefone usado como uma arma de defesa. É extremamente intimidante surrar alguém e ser fotografado/filmado. Certamente isso alterou o comportamento dos agressores, seja abandonara as agressões públicas, seja agredir o fotógrafo/fimador além do objeto primevo da agressão. Muito antes da existência do celular muitos paparazzi tiveram suas máquinas destruídas, isso não é novidade. Outro uso “maligno" do celular é o utilizar para fotografar/filmar acidentes/incidentes dando mais importância para o evento que ajudar os possíveis envolvidos. Alguém postou, alhures na internet, um quase acidente no qual um idoso escorregou e caiu nos tri...
Imagem
Same old fears ...