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Mostrando postagens de março, 2024
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  Enquanto houver estrelas sobre você "I may not always love you”. Talvez seja a frase (ou o verso) mais contraditório para começar um canção de amor. Mas logo percebemos que a intenção é afirmar a eternidade do sentimento. Sempre tive reservas em relação aos Beach Boys, apesar de sinceros, me pareciam uma tentativa de reafirmação de que “o que é bom para a America, é bom para o universo”. “Eles"chamam os EUA de “America”. E de toda essa produção gigantesca, que tem músicas muito boas, “God only knows” é a única música “séria" deles que me cativou. Existe uma versão (que atualmente chamam de “cover”) monumental com o David Bowie mas eu prefiro a original, existe ali um quê de inocência e frustração com a implacabilidade do tempo: sob nossa ótica, quase tudo acaba, mas não termina.
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  Prisioners of our own device O quanto realmente temos escolha? Me parece que essa nossa “liberdade de escolha”, o tal “livre arbítrio”, está atrelado ao nosso “eu interior” que podemos chamar de caráter. Os cínicos poderiam dizer que isso é auto-censura. Somos e agimos como fomos ensinados e como experimentamos o que vivemos, absorvendo e julgando nossas experiências na medida que elas acontecem ao longo do tempo, isso chamamos de maturidade. Porém me parece claro que maturidade é algo um pouco diferente que sabedoria, que é o conhecimento aplicado. Dada a diversidade (essa palavra, que está na moda, é erroneamente utilizada, como tudo que está na moda) de experiencias e realidades é obvio que um mesmo assunto ou discussão tenha abordagens, premissas e conclusões também diversas. Para tentar um convívio “civilizado”, temos o “Contrato Social”. Ou tínhamos. Ninguém mais tem o direito de ser o que é pois a probabilidade de ser marginalizado é muito grande. Somos uma espécie gregári...
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 Eterna mente "Eternamente  É ter na mente  Ternamente"      (Walter Franco) Não é de hoje que pensamos uns nos outros, de várias formas e maneiras. Sempre teremos os especiais, especialmente as especiais, a especial. Fala-se muito em "evolução", essa palavra é mal utilizada, creio que querem dizer "desenvolvimento" ou "progresso" e isso vale para nossos relacionamentos interpessoais, tudo é aprendizado, até o fim, morrendo e aprendendo. Se tivermos calma e paciência, a tendência é aprendermos o que é impossível de ser ensinado: conhecer para melhore sermos uns para os outros. Não é essa bobagem de "tolerância", só existem três sentimentos: gostamos, não gostamos ou somos indiferentes. Gostar e não gostar têm gradações, a indiferença não caso contrário, é um dos outros dois. Não gostar pode ir do mal gosto à barbárie, o gostar vai da estima ao amor. Ser indiferente além de ser uma manifestação de orgulho, é inumano.
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 Às vezes Às vezes temos surpresas. Boas surpresas. Ânimo gente!!!
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 Tempus fugit Me distraí e passaram os meses, os anos, minha vida. Ainda há tempo?
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João Gilberto em Grafton Street Dia de São Patrício é comemorado dia 17 de Março (como todos sabem) e as paradas acontecem em todo o mundo (menos aqui pois não somos todo mundo). Assistindo a parada de Dublin, não sei se vocês lembram de ter visto, mas me emocionei ao ouvir a Banda da Escola Homewood interpretar, “Trevo de Quatro Folhas” do João Gilberto: o Brasil em Grafton Street!!! Sabemos que a cultura irlandesa não permeia essa terra onde canta o sabiá, com exceção dessa bobagem do Halloween que os espertos acham que veio da Inglaterra mas é coisa de irlandês mesmo. Mas então, eu estava falando do João, do Brasil. Apesar dos pesares essa minha reação mostra que no fundo a esperança sobrevive: Vamos lá gente, não desistam, “tem que dar certo”, como dizia o Sarney.
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 A fúria Num sábado à noite, passeando numa das ruas perto do Temple Bar, em Dublin, encantado com a vibração das pessoas que se aglomeravam ali, inadvertidamente esbarrei numa moça. Ela devia ter um metro e cinquenta se isso tivesse. Não sei qual era a estatura média de um(a) viking (os irlandeses são descendentes de vikings) mas nunca imaginaria uma viking menor que eu, Hollywood quase sempre exagera. Um quarto de segundo mais tarde senti uma mão me segurar o ombro e me voltei, era ela. Me encarou e com o rosto vermelho de raiva, me puxou pelo colarinho e me intimou: “não vai pedir desculpas?” Sem pensar, pois fora pego de surpresa, respondi, automaticamente: “I'm sorry, very sorry”. Ela me liberou. Passado o susto meu coração disparou. Quando se está numa “terra ignota” é aconselhável estar sempre atento. “There’s no place like home”. 
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A propósito de música de IA (idade avançada) Esbarrei, alhures na internet com o site da SUNO, dedicado à “composição”  de música com a dita “IA" (que não é inteligente mas artificiosa). Experimentei uma parametrização pois, você fornece algumas informações como input e é produzida a música. A interface de comunicação (a camada de apresentação), como a maioria do que é produzido atualmente (não ouso dizer “programado" para não difamar os programadores de verdade)  é amadora, na ânsia de facilitar a usabilidade, oferecem recursos que confundem e limitam o usuário. Enfim, pedi para que fosse feito algo "Bach like counterpoint for a string quartet”. Passados alguns segundos me foi apresentado 90 segundos de piano solo. E uma melodia bem vagabunda, diga-se de passagem. Eu esperava que ao menos o programa reconhecesse o que era um “string quartet”. TALVEZ a versão paga seja mais user friendly mas tenho minhas dúvidas, nada como sentar no piano e escrever do próprio punho. ...
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 Só(lidão) Se sentir só e estar só são coisas completamente diferentes, o sentir é o que mata. É possível existir a inabilidade de relacionamento mas, isso se desenvolve desde que se queira. Se alguém percebe essa inabilidade e se conforma (depois de ter tentado se livrar disso) dizendo que "não adianta, eu sou assim mesmo", me parece muito claro que aí existe outra ou mais coisas que estão a impedir o indivíduo fazer parte da coletividade. Se nos sentimos sós, mesmo que seja por pouco tempo e, esse sentimento incomoda, isso é a prova que somos gregários. Concordo com o Gilberto Gil quando ele diz que "é preciso aprender a só ser". Somos rejeitados porque nos rejeitamos ou nos rejeitamos porque somos rejeitados? Acho que a primeira afirmação é a mais plausível. A "alta estima" é tão destruidora quando a "baixa estima". A primeira faz com que as pessoas se afastem de nós e a outra somos nós que nos afastamos dos outros. Obviamente o ideal é amar e...
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  "Felicidade é uma arma morna” (Lennon & McCartney) A universidade de Bristol está dando um curso chamado “Ciência da Felicidade” … A que ponto chegamos que nos dispomos a pagar por um curso de auto-ajuda na esperança de aprendermos a sermos felizes, se é que isso é fruto de aprendizado. Mas se observarmos os tópicos “necessários e suficientes” para tal, podemos traçar um perfil das pessoas atualmente. São nove os tópicos. Conversar com estranhos Dar presentes Dormir bem Caminhar na natureza Praticar atos de bondade Meditar Atentar para os aspectos positivos do dia Praticar atividade física Ser grato O primeiro, “conversar com estranhos” me remeteu imediatamente ao eterno medo do que, quando eu era criança, chamavam de “tarado”: “não fale com estranhos”. O curioso é que o meu primeiro entendimento de “estranho" era “esquisito" e não “desconhecido”. Quando criança eu era muito observador e falava muito pouco, tanto meus colegas de escola quanto os adult...
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 PAZ E AMOR Na realidade são quase 55 anos. O que me motivou a escrever hoje foi a (re)eleiçåo na Rússia. Woodstock e o que aqueles dias representaram foram um vontade ou mais que uma vontade, uma esperança. A geração Woodstock se frustrou tremendamente por pura ingenuidade. Crer que as pessoas poderiam mudar todo uma conjuntura sócio-econômica em nome da Paz (e do Amor)? Sempre houveram aqueles que aspiram o poder e os que simplesmente gostam de brigar. E para quem se encaixa num desses grupos, os anseios dos ingênuos são problemas deles somente. Entre porcos e falidos continuamos sonhando, afinal esse é um mundo livre!
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 Anastacia gritou em vão Qualquer julgamento é circunstancial, muitas vezes tendencioso e sempre parcial. A história nunca ensinou coisa alguma, é da natureza humana. 
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 Devo ficar ou devo ir?
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 Direções Em todo o mundo a direita avança!
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 O impensável ... Ao perguntar a um amigo os motivos porque ele não gostava de música erudita ele me disse: "não dá para dançar".