A fúria
Num sábado à noite, passeando numa das ruas perto do Temple Bar, em Dublin, encantado com a vibração das pessoas que se aglomeravam ali, inadvertidamente esbarrei numa moça. Ela devia ter um metro e cinquenta se isso tivesse. Não sei qual era a estatura média de um(a) viking (os irlandeses são descendentes de vikings) mas nunca imaginaria uma viking menor que eu, Hollywood quase sempre exagera. Um quarto de segundo mais tarde senti uma mão me segurar o ombro e me voltei, era ela. Me encarou e com o rosto vermelho de raiva, me puxou pelo colarinho e me intimou: “não vai pedir desculpas?” Sem pensar, pois fora pego de surpresa, respondi, automaticamente: “I'm sorry, very sorry”. Ela me liberou. Passado o susto meu coração disparou. Quando se está numa “terra ignota” é aconselhável estar sempre atento. “There’s no place like home”.

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