Nasceu!!! Minha sobrinha-neta!!!
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Mostrando postagens de fevereiro, 2024
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Tratamento acústico Instalei oito placas para absorver os graves do meu sistema de audio. Foi uma sujeira medonha, 32 buracos na laje ... O resultado foi muito melhor que eu esperava pois as coloquei onde achei que deveria colocar, sem fazer um estudo mais apurado. Duas em cima de cada caixa e as outras sobre a minha cabeça, espalhadas pela sala. O resultado foi tão bom como trocar de caixas acústicas. Agora é ouvir tudo de novo ...
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Vida Olhando para trás tenho a certeza que a humanidade não “evolui" como as pessoas gostariam. Talvez seja a idade mas sou um tanto intolerante quanto à precisão gramatical, quem não se expressa adequadamente é porque não pensa adequadamente, isso é obvio. O que acontece, quando acontece, é um desenvolvimento. Mas não chegaremos à lugar algum se nos deixarmos dominar por nossos desejos, por mais nobres que os julguemos. É preciso entender que os desejos nascem e são impulsionados pelo instinto de vida, instinto de nos desenvolvermos até atingir o nosso potencial de criação de modo a contribuir para o desenvolvimento próprio e daqueles que nos cercam, sejam amigos ou inimigos. Mesmo quando nos vemos generosos o suficiente para compartilharmos nossas vidas com nossos parceiros, existe sempre o “receber" pelo às vezes muito pouco que damos. Tudo isso se tivermos a sorte de termos nascido e crescido num núcleo familiar “saudável" (isso sempre esteve em discussão). É um mil...
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La Nuit étoilée Esse é um dos quadros que me impressionam (desculpem o trocadilho) muito. A vi somente uma vez no MoMa em NYC mas aquele brilho nunca realmente sai da minha retina. Sei que o título é "De sterrennacht" mas, por alguma motivo do coração, lembro de França ... Então cometi isso aqui: Sous un ciel étoilé, la nuit s'épanouit, Les roses de l'aube embrassent le matin, Dans un doux murmure, le vent s'endort enfin, Et les amants secrets rêvent à l'infini. Les ombres de la lune caressent la mer, ...
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Novidades, notícias, modernidades ... A necessidade de termos esperança muitas vezes é traduzida na crença e confiança no que é novo, no que é moderno. Obviamente isso é uma bobagem monumental. O raciocínio é bem simples pois é baseado no orgulho do que a humanidade faz o que, na maioria das vezes é chamado de "progresso". Algo como "se tudo que se faz é para melhorar então tudo que se faz é melhor e, como são humanos que fazem isso então a humanidade tem inteligência, esperteza para fazer essas coisas; como sou humano, sou igualmente inteligente e esperto". Talvez isso seja a necessidade de ser aceito "como sou". Esse raciocínio tem gerado não só discursos mas também ações igualmente "inteligentes e espertas" como temos visto e ouvido ultimamente. O "culto" do moderno quase sempre é o culto de si mesmo.
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O centro da cidade Ouvindo "Downtown" com a Petula Clark, senti saudades da minha infância e adolescência quando eu morava no centro da cidade. Nossas lembranças são sempre condescendentes e lembramos do que nos foi bom e agradável mesmo que, numa análise fria, saibamos que hoje temos mais conforto porém, se isso não é lembrado talvez o conforto não seja algo tão importante assim. A rua, ou melhor, a quadra em que cresci hoje é talvez, os cem metros mais perigosos do centro da cidade, já mataram gente ali, de dia. Isso é algo muito triste que me faz pensar porque as coisas e as pessoas se tornaram no que vemos todos os dias, violência e mais violência. Coloquei Londres aí em cima porque a música fala do centro de Londres, depois de Curitiba é a cidade que mais amo que também, aos poucos, está sendo entregue à sanha assassina de gente estranha com jeito esquisito. Mais uma vez penso na "doutrina Monroe": Curitiba para curitibanos: curitibanos de todos os lugares do ...
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"E tudo sob o Sol está afinado" ... Sempre que "paramos para pensar" temos a sensação (ou a certeza) que algo não está certo, paira sempre a monstruosa sombra da incerteza. Talvez as agruras que a minha geração passou (e qual geração não passou por dificuldades?) nos fez hoje estar mais tranquilos. Não posso afirmar isso daqueles que têm filhos e netos, o futuro é sempre incerto e, cada vez mais assustador. Pelo menos na nossa perspectiva. Tenho assistido e lido muitos artigos sobre as dificuldades das novas gerações, millenials, X, Y, Z o escambau. A força de trabalho está entre os jovens e as riquezas entre os baby boomers. Me parece que a coisa parou por aí, não é possível que a geração de riqueza acompanhe o crescimento populacional. Quando eu estava no primário (era como se chamava os cinco primeiros anos do atual primeiro grau) a população do planeta era de 2 (dois) bilhões de pessoas e a miséria grassava nos países de terceiro e quarto mundo. A população cres...
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A música, sempre a música ... A cada dia que passa tenho ouvido mais música erudita e quase nada de outros "tipos". Não é esnobismo, absolutamente, é por prazer mesmo. A pouco eu estava a ouvir as "Variações para orquestra" do compositor americano Elliott Carter (1908 - 2012): é algo de inebriante se deixar levar para onde ela nos leva. Ontem ouvi duas sinfonias do Camargo Guarnieri e mais uma do Guerra Peixe (a sinfonia "Brasilia"), nossos compositores esquecidos. Não encontro nada mais satisfatório em termos estéticos que não seja música erudita, é uma outra dimensão onde nossos sentidos são "massageados". Tenho muita sorte em ter tido a educação que tive, realmente, "sem música a vida não teria sentido".
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Yuja Wang Tenho acompanhado a carreira desta pianista que se tem mostrado uma artista impressionante. Ouvir sua interpretação do Concerto nº 2 de Rachmaninoff ( https://youtu.be/NsqXCO0ADwM?si=uT9NF74hnxa8Nfl8 ) é de arrancar lágrimas pela sua dramaticidade e ternura. Você podem dizer que isso é devido ao concerto, lhes dou razão, é impossível existir alguém que não se sinta tocado por essa música. O Valery Gergiev e seu inseparável palito de dentes, que usa como batuta, também é um artista de respeito. São nesses momentos em que eu tenho certeza que a vida é uma aventura constante. Parafraseando o Truffaut, quem ama a música ama a vida. Não percam tempo ouvindo muzak.
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Penderecki Sendo curitibano, me foi inevitável a presença da cultura polonesa e ucraniana na minha educação, principalmente minha educação musical. Sempre gostei da música do mestre polonês que me parece, inquisitiva, provocante. Estou ouvindo agora o primeiro concerto para cello. Nada como boa música, música séria ...
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Mamouna Há quase trinta anos assisti, de blazer e gravata (como todos que estavam lá), ao show do Bryan Ferry, aqui na Ópera de Arame, que divulgava o "Mamouna" ("boa sorte" em árabe). As lembrança de fan são sempre fantasiosas, acho que já contei que sonhei diversas vezes que "ele" era meu amigo e quando vinha para cá sempre conversávamos. Eu não sei como é isso, ser fan sem ser fanático, creio que gosto mais dos Beatles mas nunca sonhei com eles. Estou ouvindo agora uma edição de luxo deste disco, com um LP a mais de um álbum que ele nunca levou à cabo. Me dá aquele impressão de saudades de algo que nunca aconteceu. Saudades do que poderia ter acontecido e nunca aconteceu, talvez seja por isso que sonho, para ter lembranças ao menos, oníricas. Sonhar mais um sonho impossível.