As “pautas” e as clavas (ou a trepanação é a única solução) A “modernidade" pós politicamente correta propôs sobre o indivíduo, uma carga enorme e não administrável, onde se cada um fizer a "sua parte” a coisa funciona. Isso nos faz pensar porque não funciona. Ou o modelo proposto é falho e/ou os componentes deste modelo são falhos. Entendo que todo e qualquer projeto é definido e construído com um propósito claro e objetivo para que não haja dúvida de como atingi-lo. "Trepanemos pois" para enfrentarmos o que pensamos ser a realidade (muitas vezes a trepanação é a única solução). As possíveis falhas no modelo proposto é causada pelas limitações dos próprios proponentes que nos leva a uma recursividade da causa/efeito sem solução: projetistas falhos geram projetos que serão executados por pessoas falhas. Então vem aquilo que os japoneses dizem com muita propriedade e graça: “faça o seu melhor”. Sempre vai haver um cínico que dirá que o melhor nunca será suficient...
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Mostrando postagens de junho, 2024
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Ozelétricos Aluguei o carro na Avis, simplezinho, câmbio manual, gasolina. Me deram um Mazda, suv híbrido, automático (antigamente se dizia hidramático, invenção de brasileiros há 80 anos). Eu já havia dirigido hidramáticos na minha adolescência, dois Galáxies Landau. Enfim, o Mazda era supermoderno, parecia o carro dos Jetsons. Peguei um engarrafamento na estrada, o carro era daqueles que desligam quando você pára. Pois então, desligou e teimavam em não ligar. Um furgão encostou na traseira e começou a me arrastar, ela (a motorista do furgão) não tinha reparado que eu estava parado e, não imaginava que eu ficasse parado ali no meio do engarrafamento. Me arrastou uns dois metros até perceber o que estava a acontecer. Entretanto o carro pegou e eu encostei no acostamento, ela veio furiosa para cima de mim me perguntando porque eu tinha parado, eu simplesmente disse que o carro não pegava. Ela viu que o carro dela não tinha sofrido dano e foi embora. Voltei para o aeroporto e troque...
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Sonho impossível "Sonhar mais um sonho impossível Lutar quando é fácil ceder Vencer o inimigo invencível Negar quando a regra é vender Sofrer a tortura implacável Romper a incabível prisão Voar num limite improvável Tocar o inacessível chão É minha lei, é minha questão Virar esse mundo, cravar esse chão Não me importa saber se é terrível demais Quantas guerras terei que vencer por um pouco de paz E amanhã, se esse chão que eu beijei For meu leito e perdão Vou saber que valeu delirar E morrer de paixão E assim, seja lá como for Vai ter fim a infinita aflição E o mundo vai ver uma flor Brotar do impossível chão" Chico, parabéns, não é oito mas oitenta!
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Demo(?)cracia Houve um tempo em que a alternância do poder (público) era ditada simplesmente pela economia, as pessoas elegiam seus representantes de acordo com aquilo que esperavam de seus salários, se achavam que estava bom, continuavam a votar na situação, caso contrário, votavam na oposição. Simples assim. Não havia preocupação com o meio ambiente, com pets ou com os "gêneros" (naqueles dias pensávamos que só existiam meninos e meninas). Considerar outras "pautas" é coisa nova. Pelo que me lembro, a primeira pauta não voltada à salários apareceu nos anos oitenta com os defensores da ecologia, o tal do "partido verde" (que não era dos marcianos). Aqui em Pindorama chegaram a concorrer pela presidência, tendo como candidato o Fernando Gabeira. Na época ele reeditou o famoso livro "O que é isso, companheiro" com direito a um poster do autor vestido de sunga. A votação para os verdes foi pífia, não sei se por falta de vegetarianos ou se o povo n...
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Caso de polícia Não lembro de ser ameaçado educacionalmente com um "menino comporte-se ou a polícia te pega". A ameaça era "o velho do saco" ou o "bugio elétrico" (este era mais moderno). O emprego da força na contenção de ameaças "a convivência social pacífica" é prerrogativa do Estado prevista na constituição. É algo como o consumos de bebidas alcoólicas antes de dirigir: existe um limite aceitável antes de ser uma contravenção. Mas o que estabelece esses limites? É claro que um motorista embriagado mesmo podendo ser uma ameaça mortal, é diferente de um policial armado embriagado pelo instinto de matar. Creio que a diferença básica é que temos o direito de "beber conscientemente" e o policial tem autorização para utilizar a arma, nem sempre consciente. Essa autorização implica, necessariamente num treinamento do uso da mesma e uma disciplina militar profissional. Me parece que o problema de mortes indiscriminadas são fruto de uma se...
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Inovações tecnológicas Sobre a valorização do moderno, numa ótica totalmente estúpida, já discutimos isso anteriormente. Quero mostrar algumas reações que tenho observado já a algum tempo e que, de certa forma, me incomodam. Quando não temos bases de sustentação para os nossos valores, projetamos nossas ações e reações nos feitos tecnológicos, afinal sempre contribuímos (cof, cof) para o desenvolvimento tecnológico, ativa ou passivamente. Ativamente se estivermos envolvidos no projeto e, passivamente como consumidores. Precisamos no afirmar como indivíduos participantes do desenvolvimento da humanidade (olha aí os narcisos). Desta forma todo progresso é aplaudido e devidamente consumido para nos arvorarmos como parte desse processo: consumimos o bem para sermos aceitos no "coletivo" como diz o pessoal da esquerda festiva. E isso é feito com muita seriedade e reverência, afinal TODO MUNDO tem um celular de última geração, uma TV "inteligente" de t...
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Articialidade Os primeiros artefatos artificiais que conheci foram rosas de plástico, isso nos anos 60 e, não me lembro de algo ter me chamado a atenção pela sua artificialidade até o advento do CD e depois da câmera fotográfica digital. O CD me encantou, como a muitos naqueles anos mas a fotografia digital me deixou um tanto perturbado. Eu tinha, na casa da minha mãe, um laboratório fotográfico no qual revelava e copiava filmes branco-e-preto e tirava as fotos com um Pentax Spotmatic, eu usava normalmente uma lente de 28mm ao invés das 50mm e, para retratos uma objetiva de 100mm. Sem precisar mais de um laboratório para revelar fotos a coisa se vulgarizou. Bastava clicar e imediatamente ver o resultado, se não ficou bom, faz outra. Isso não é mais fotografia mas, um registro digital de imagens. Obviamente a novidade foi acolhida de braços abertos tanto pelo público leigo como pela comunidade dos profissionais da imagem. Nunca mais fotos fora de foco ou fora de quadro. As grandes ...
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Sou uma ilha? I am a rock (Paul Simon) A winter's day In a deep and dark December I am alone Gazing from my window to the streets below On a freshly fallen silent shroud of snow I am a rock I am an island I've built walls A fortress deep and mighty That none may penetrate I have no need of friendship, friendship causes pain It's laughter and it's loving I disdain I am a rock I am an island Don't talk of love Well I've heard the word before It's sleeping in my memory I won't disturb the slumber of feelings that have died If I never loved I never would have cried I am a rock I am an island I have my books And my poetry to protect me I am shielded in my armor Hiding in my room safe within my womb I touch no one and no one touches me I am a rock I am an island And a rock feels no pain And an island never cries A música de Simon & Garfunkel me foi apresentada numa aula de inglês quando eu tinha 11 anos, não me recordo exatamente. Foi a primeira vez no ...
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Alarmes A modernidade nos trouxe novos paradigmas de segurança residencial, os alarmes (quando criança isso não era utilizado). Em volta do condomínio em que moro há uma infinidade de alarmes, inclusive no meu condomínio. Como toda a qualquer instalação de um componente elétrico que pode ser regulado, assim são os alarmes. Usados para espantar e denunciar os arrombadores muitas vezes esses dispositivos disparam sem causa aparente, provavelmente fruto de uma má regulagem, suponho. Ao lado da minha janela, do outro lado do muro, há uma casa que sedia um escritório de advogados, profissionais togados e ilibados, segundo a natureza do ofício. Mas o alarme que instalaram no escritório não compartilhava da sobriedade dos donos: invariavelmente, na sexta-feira depois que o escritório era fechado, o dito disparava escandalosamente. Na primeira vez que isso aconteceu a esperança que o barulho parasse se desvaneceu depois de segunda hora daquela tortura chinesa (espero não estar ofende...
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Plásticos: afinal amanhã será outro dia Assistindo uma dessas reportagens sobre o perigo presente no plástico, não só por razões ambientais mas, pelo envenenamento que nos atingem causando uma série de problemas de saúde nunca dantes acontecidos, lembrei do filme de 1967 “The graduate” (“A primeira noite de um homem”) primeiro sucesso de Dustin Hoffman, consagrado pelo público e crítica, e lembrado pela sua trilha sonora, especialmente pelo tema do filme, “Mrs. Robinson”. Há uma cena no início do filme, quando um convidado à festa de recepção do recém formando, o leva à parte para lhe dar um conselho: “Plastics”. Sabemos que muitos produtos usados para produzir plástico afetam a tiróide que, durante a fase do crescimento “ativa" o cérebro de modo que, aqueles que foram “envenenados” por plástico nesse período de vida, não desenvolvem adequadamente o cérebro, ficando desta forma, “menos inteligentes”. É claro que essas coisas, se são divulgadas, o são timidamente devido...
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Mas então ... Cada dia que passa, tenho muitas certezas confirmadas, mesmo que sejam equivocadas. Esse é o paradoxo da realidade que alguns dizem se a “verdade”. Alguém, não lembro quem, criou o termo “pós-verdade”. Isso implica no término da “verdade" e o início de outra coisa que desconfiávamos e, num dado momento, descobrimos que não éramos os únicos a ter tal desconfiança. Creio que “verdade" é tudo aquilo nas quais estabelecemos e fundamentamos nossas "ferramentas emocionais” pelas quais vivemos interagindo com os outros e com nós mesmos. Essa interação é relacionada inteiramente no "processo de viver”, se é que posso colocar destaca forma: o nosso “ferramental" de viver é sempre reestruturado dependendo do que fazemos com tudo aquilo que apreendemos num dado momento ao interagirmos com os outros. Após essa interação, remoemos o que recebemos e misturamos com o que temos, resultado pode ser um acréscimo vantajoso ou deletério, dependendo de como consegui...