Caso de polícia



Não lembro de ser ameaçado educacionalmente com um "menino comporte-se ou a polícia te pega". A ameaça era "o velho do saco" ou o "bugio elétrico" (este era mais moderno). O emprego da força na contenção de ameaças "a convivência social pacífica" é prerrogativa do Estado prevista na constituição. É algo como o consumos de bebidas alcoólicas antes de dirigir: existe um limite aceitável antes de ser uma contravenção. Mas o que estabelece esses limites? É claro que um motorista embriagado mesmo podendo ser uma ameaça mortal, é diferente de um policial armado embriagado pelo instinto de matar. Creio que a diferença básica é que temos o direito de "beber conscientemente" e o policial tem autorização para utilizar a arma, nem sempre consciente. Essa autorização implica, necessariamente num treinamento do uso da mesma e uma disciplina militar profissional. Me parece que o problema de mortes indiscriminadas são fruto de uma seleção indiscriminada desses profissionais. Em todas as profissões existem aqueles que têm aquela vocação e os que estão ali porque precisam trabalhar para sobreviver. Mas quando se trata de obter porte e uso de arma como parte da profissão, é de se esperar que muitos sejam atraídos exatamente e somente por isso: licença para matar. IMAGINO que seja possível detectar esse "desvio de personalidade" durante o processo de seleção do profissional. Levar a julgamento o policial que matou "cumprindo o dever" não traz de volta o morto. Não creio que
isso sirva de exemplo aos companheiros de farda. A minha crítica vai de encontro àqueles que pregam a existência de polícia como a encarnação da "repressão e assassínio". Lembrem do lema da polícia americana: "Serve and protect". Quem sofreu "repressão" é porque estava fazendo algo que não devia. Temos plena certeza que as "forças do mal" sempre odiaram "O contrato social" pois este advoga responsabilidades e deveres individuais e isso, é anátema para a esquerda. Nem tanto as responsabilidades ou os deveres mas a individualidade. A lógica da esquerda está baseada no comportamento classista, o tal do "coletivo" onde buscam enquadrar a todos. Lembro muito bem das passeatas na Av. Paulista quando aqueles que fora lá reinvidicar causas tidas como individuais foram admoestados a procuraram o seu "coletivo". A esquerda não acredita no esforço e empreendimento individual, mesmo que este sirva ao coletivo. Revenons à nos moutons. Basta interagirmos com uma única pessoa isso já pe o suficiente para haver regras de convivência, muito mais quando vivemos numa comunidade qualquer, desde o "Clube da Esquina" à sociedade no país que vivemos. As regras em si não se bastam, tanto que as reponsabilidades são igualmente fundamentais. Não basta ser cidadão, tem que participar. E de acordo com as regras, obviamente. De maneira geral nascemos sem disciplina alguma, só com instintos básicos e é preciso ensinar as crianças a obedeceram às regras vigentes de convívio social, quer gostemos delas ou não. Algumas são negociáveis, outras não, algumas podem até ser mudadas, provavelmene nas urnas ... Lembrem da fábula "O lobo e o cordeiro" de La Fontaine: contra a força, não há argumento!    



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