Violência policial e guerra Sabe-se que o Estado detém, constitucionalmente, o direito do uso da força em situações extremas. Houve um tempo em que os policiais ingleses só usavam cassetete para manter a lei e a ordem na “Terra da esperança e glória”. Com o “progresso", os transgressores da lei passaram a usar armas (brancas e pretas) e começaram a ferir e matar os policiais que não conseguiam se defender com um cassete: a população deixou de ser civilizada e não espancava os policiais, os matava. Depois de muitas mortes entre os policiais se achou por bem que eles usassem armas de fogo. No primeiro embate em que a polícia matou um “civil”, toda a corporação foi acusada de “violência policial”. Obviamente sempre há um inquérito para verificar se foi “legítima defesa” ou outra motivação inaceitável. O problema vêm da seleção do policial que segue estritamente as ordens e aquele que, num dado momento, se deixa dominar pelo seu "instinto de matar”. Desarmar a polícia é como ...
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Mostrando postagens de julho, 2024
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Tecnologia e a geração Z Nas últimas semanas tem aparecido artigos comentando a inabilidade que essa dita “geração Z” tem com computadores. Isso pode parecer algo surpreendente mas podemos entender o que aconteceu. Dado que “eles" sempre usaram telefone celular para acessar a internet e não era para usar o Word ou o Excel, o computador passou a ser “algo do passado” já que posso ter a internet móvel em qualquer lugar. "Não preciso saber Excel para usar o Whats". O apelo da “modernidade" lhes tirou a oportunidade de aprendizado. Agora penam em obter uma vaga de emprego por não saber formatar um texto no Word. Muitas “comodidades" que surgiram, aos poucos foram retirando as possibilidades de aprendizado e desenvolvimento de diversas habilidades que um dia eram coisas que “todo mundo” sabia ou fazia e atualmente nem se sabe que existiram. Lembro muito bem que, com o advento de relógios “sem ponteiros”, as crianças tinham muita dificuldade de ler as horas em relóg...
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BandCamp Imagino que vocês já conheçam esse site “alternativo" de música ( https://bandcamp.com/ ). Ali encontramos produções fora do mainstream (que hoje são os ditos “streamings”), produções caseiras e uma ou outra mais profissional (encontrei ali o “Mogwai”). A inscrição é gratuita e uma vez cadastrado, pode-se ouvir tudo o que tem lá gratuitamente. O site não segue o esquema dos streaming tradicionais, não se fazem “playlists" mas pode-se ouvir os álbuns inteiros, isso é algo mais racional. Não há também interferência de algoritmos que sugerem coisas semelhantes, limitando, desta forma, as possibilidades de descobertas. Aparecem os álbuns e pode-se ouvir música a música ou sua totalidade. Ao acessar o album, existem informações do compositor/intérprete bem como outros álbuns do mesmo. Para mim, a totalidade do que aparece ali me é desconhecido então, é como estar numa loja física de discos: temos uma infinidade de prateleiras para ver as capas dos discos e, eventualment...
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Ponha a chaleira para ferver … Ouvindo uma interpretação magistral (ouçam e vejam aqui ( https://youtu.be/BBZxLqbRrPQ?si=0_UW4JTgNhG0Jy3r ) de "Lontano" do Ligeti pela orquestra da WDR, fiquei pensando, mais uma vez, porque a música erudita não é “consumida”. O Adorno nos ensina que música deve ser, antes de mais nada, compreendida e não simplesmente “ouvida" para uma melhor fruição, como se costuma dizer. Creio que a rejeição da música erudita vem cheia de preconceito e um certo sentimento de denúncia da incapacidade de a ouvirmos como se fosse qualquer outra música. É claro que não o é, essa discussão sobre os diferentes estilos de música é algo que creio nunca terminará. Assim como em todos os campos da “arte" a música sempre será discutida e questionada sob todas as abordagens possíveis, seja em termos técnicos seja pela simples questão de gosto, o que me parece ser o mais comum uma vez que nem todo mundo estudou música. Esse "entendimento" que o Ador...
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US and Them US pode ser United States e Them, aquele filme das formigas gigantes. Ou a música do PInk Floyd. Nós e eles, a dicotomia classista dos vermelhinhos. Dividir para conquistar, não é isso? Jogar uns contra os outros, semear a discórdia e, enquanto brigam, resta fugir com os dividendos. Afinal “nós" estamos sempre certos, do lado da lei e da ordem estabelecida, da moral e dos bons costumes, todos parentes do Brás, o tesoureiro. Já “eles" são do mal, sempre pensando numa maneira de de oprimir os mais humildes e os “diferentes” e merecem a fogueira. Ainda bem que a cada 4 anos, a democracia faz deles nós mesmos e de nós, eles.
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Delirio Sonhei. Mas era mais para pesadelo. Estamos com problemas de integração ou melhor, substituição de um software de ITMS. Sonhei que esses links rondavam e rodeavam os dois produtos como se fosse uma névoa, em redemoinhos. Mas a coisa não se estabelecia, comecei a rolar na cama e, meio dormindo meio acordando falei em voz alta acordando: our connection is knowledge.
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Allons enfants … Agora é a França, o país que aprendia a amar, não como o Brasil mas, gosto muito de lá. Nunca entendi a paixão furiosa deles, pelos seus direitos, pela sua “liberdade, fraternidade e igualdade” que o mundo descobriu ser possível após aquele 14 de Julho. Essas coisas estão no mesmo patamar em termos de intensidade, do romantismo alemão do post anterior. Os franceses são bem informados, pela menos é o que nos parece mas, da mesma forma que a nossa esquerda é renitente, a deles carrega uma responsabilidade histórica que fez a França ser o que ela é e sempre representou ao mundo nos seus ideais supracitados. A lembrança mais forte de sua resistência ainda são os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial que, de certo modo, ainda não acabou quando se pensa na ameaça que eles estão a sentir depois desse primeiro turno. O inconsciente coletivo está a esquentar suas orelhas e do mundo inteiro. Esse era o único medo que os gregos tinham da democracia, que ensandec...
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Canto somente o que não pode mais se calar A Alemanha está preocupada, ao menos a esquerda alemã. O medo é que essas eleições possam seguir os passos da derrocada da República de Weimar e o que todos nós sabemos que aconteceu depois. Ninguém quer isso, exceto os que querem. As pessoas não sabem mais o que querem, talvez nunca souberam. Existe uma tendencia de pensamento utópico no qual todas as pessoas têm bom senso e são naturalmente boas. Tanto que temos o trabalho de explicar e, até justificar, muitas barbaridades que nós mesmos cometemos e, quando não o conseguimos e a monstruosidade só se explica por ela mesma, a condenamos e a enterramos como se aquilo fosse um erro que, por ter acontecido, nunca mais se repetirá. Monstruosidades são perpetradas por gente e gente não é perfeita, as suas ações podem ser imponderáveis, daí o medo de que tudo possa se repetir. Me lembro da “Bela e a fera”, a de verdade, a do Cocteau, não a do Disney. Temos que encarar a fera para que ela se tr...