Mas como assim? Tenho observado um comportamento bizarro entre a “intelectualidade" de Pindorama que me assusta, uma inocência que imagino ser inexperiência. Em muitas entrevistas e bate papos que encontramos no internet, seja em podcasts ou no Youtube, existe um assombro em relação à insurgência do pessoal, dito pela "esquerda festiva”, da extrema direita. Num desses podcasts dois pretensos “especialistas" (na internet só encontramos especialistas) estavam atônitos ao constatarem que, mesmo que seu candidato tivesse perdido as eleições, esse grupo não desistiu de suas convicções. Fico pensando que espécie de raciocínio é esse. Essa gente não é capaz de se olhar no espelho e lembrar, ao menos, que agem da mesma maneira. Não são esses mesmos que, em outras ocasiões, perderam as eleições mas continuavam ainda às ruas reafirmando suas posições políticas? Mas para os adversários não existe essa possibilidade. Definitivamente, gente é algo muito engraçado.
Postagens
Mostrando postagens de julho, 2023
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Sem censura Na metade da década de 80 apareceu um programa de entrevistas na TV chamado “Sem censura”. O governo revolucionário estava nas últimas e, para quem não viveu aqueles dias, os anos 80 foram mais “lights" e então “se podia” muita coisa que antes era impensável, daí o nome do programa. Assistindo, nesta semana, um programa em que se falou sobre o tema, alguns jovens foram entrevistados, ao acaso na rua, para saber se eles eram contra ou a favor da censura. Para a surpresa daqueles que conduziam o programa e, com certeza para os que viveram o governo militar, TODOS os entrevistados disseram, com todas as letras “sou a favor da censura” e explicavam suas razões. Fico pensando se essa geração sabe realmente o que é censura. Falaram muito em “fake news” (eu acho simplesmente ridículo esse termo) e refrear a liberdade de expressão para “certos temas” que sabemos ser as pautas das ditas “minorias”. Num mundo de 8 bilhões (!) de pessoas, muitas delas (menos do que se pensa) ...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
AWE Num mundo em que está (literalmente) pegando fogo e que existe uma preocupação maior com os animais que com as pessoas, apesar do benefício da pandemia, que despertou muita gente para a realidade de morte (ou da fragilidade da vida), fico pensando se a priorização de "assuntos aleatórios" é uma fuga ou uma realidade que não alcanço. A experiência sempre é pessoal, mas eu acredito que existem coisas que acontecem para todos, em maior ou menor grau e, é isso que influencia as pessoas a fazerem suas escolhas. O passar dos anos nos ensina, por bem ou por mal, a fazer escolhas um pouco mais sensatas e talvez, acertadas. A possibilidade de aprender errando é proporcional ao quanto podemos bancar os erros, como tudo, existe luxo nisso também. Por outro lado, essa abordagem de aprender errando custa, muito mais que dinheiro, tempo. É preciso estar atento ao passar do tempo pois podemos gastar nossas vidas "experimentando" sem nunca fruir a vida e, de repente, nosso ...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
E se … Muitas vezes caímos na tentação de nos perguntar como as coisas seriam se algo que quase aconteceu acontecesse. Mais intrigante, pelo menos para mim, não é o que teria acontecido mas o “quase”. Nos acode imediatamente o Rei: “mas quase também é mais um detalhe”. Esses limites que não ultrapassamos muitas vezes me escapam à lembrança, procuro me consolar em pensar que foi a conjunção de muitas coisas que levaram ao cabo aquela solução mas, muitas vezes desconfio que eu, e somente eu, fui o responsável por tal reviravolta. Já ouvi muita gente se entregar à fantasia de imaginar como seria a vida delas com o "se" … Talvez o “se" mais sério que pensei foi se eu não estivesse aqui e agora. Isso faria alguma diferença para aqueles que deixei para trás? O que mudaria nas pessoas que me conhecerem e que, de uma maneira ou outra, fiz diferença para elas? Durante a pandemia perdi dois amigos de infância sendo que um deles foi o coração, não foi o vírus. Os conheci quando ...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Te dou tudo que tenho por um pouco de paz Como se não bastasse o dia a dia, ainda nos exigem que sejamos felizes. Felicidade é algo tão relativo que essa palavra não aparece na Bíblia, talvez apareça na tradução para “os dias de hoje” onde tentam dourar a pílula com a desculpa que as pessoas não sabem o significado das palavras. “Tem gente que não tem nem isso”, já cansei de ouvir isso, como se o que falta aos outros aplacasse os nossos desejos e, tentando fazer que nos sintamos culpados por querer o que queremos. A inveja chama nossas aspirações de futilidade. Como disse o Joãozinho Trinta: “quem gosta de miséria é intelectual, pobre gosta de luxo”. Essa cobrança que somos submetidos todos os dias é uma maneira de tentar nos enlouquecer. A paz e tranquilidade que alguns têm é motivo de inveja daqueles que vivem só pensando em desgraça. Lembram dos profetas do Apocalipse no tempo da pandemia: “agora irão morrer milhões”. Há quem se compraza com a desgraça alheia, só está b...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Enquanto corria a barca Há os que acham que irão fazer diferença e, por mais que tentem, nunca irão conseguir, devido à sua arrogância em ter essa ideia absurda. Há outros que só querem sobreviver sem incomodar os outros, esses são os que fazem diferença porque não atrapalham e, na sua simplicidade, acabam impedindo dos malucos fazerem estrago. Houve um tempo em que querer fazer diferença era algo narcisista, hoje é uma tentativa pífia de se aceitar através da aprovação dos outros. Quando se coloca essa perspectiva as pessoas reagem com aquele “mas se cada um fizer a sua parte” … Se isso fosse verdade as mazelas que se combate com essas “partes" teriam, ao menos, diminuído e, sabemos que a coisa aumenta a cada dia que passa. Essa ilusão de “cada um fazer a sua parte” é mais uma tentativa de nos redimir do que fazemos com nossas próprias vidas e não como dizem, com o planeta. A consciência das nossas limitações não se cauteriza com aparência de “bom mocismo”, para que os outros ...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Tenho alma de artista e tremores nas mãos Entre os medos do nosso tempo paira monstruosa, a sombra do Alzheimer. É claro que isso "não passa pela cabeça” dos mais jovens mas essa coisa é algo muito próximo dos veteranos … Com a expectativa de vida aumentando dia a dia e a possibilidade desse mal nos acometer, de nada vale viver mais tempo assim, na expectativa. Precisamos largar essa mania de sofrermos por antecedência e aproveitar o dia que se chama hoje pois, não temos garantia alguma de estarmos amanhã aqui, isso não tem idade. Um artigo, escrito por uma senhora que não lembro o nome, defende bravamente que as veteranas assumam a sua idade "sem medo de ser feliz”. Esse discurso é totalmente válido pois houve um tempo no qual a vida acabava aos quarenta, o restante, mesmo que fossem mais quarenta, era para esperar a morte. Tenho muita certeza que essa alegria de viver se intensificou após a pandemia, as pessoas perceberam que a juventude não é garantia para que cheguemos ...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Pavane Ravel é o que há de bom. Estou ouvindo, num LP é claro, o arranjo que o Deodato fez da Pavane. Existem músicas que transcendem aqueles rótulos que impomos para nos diferenciar dos “outros" que não são da nossa turma. Essa necessidade de pertencimento é, obviamente, um traço da nossa natureza gregária. A música, a boa música, a música “séria”, dita erudita, me parece ser aqueles que mais “agrega valor” social. É algo que permeia nossas vidas mesmo quando nunca fomos a um concerto ou sentamos para ouvir uma sinfonia. A concepção formal das escalas, normatizadas por Bach no “Cravo bem temperado”, bem como o contraponto e as sequências harmônicas, estão entranhadas no DNA humano a séculos. Ontem mesmo, conversando com um amigo, ele relatou um concerto no qual uma “orquestra de violões” interpretou uma adaptação de uma peça do Philip Glass, em que ele deixa o final “aberto” e, isso causou grande comoção entre a plateia. Ora, sabemos que isso é herança, ou melhor, um uso daquil...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
A identificação do gerúndio e outros vícios vernaculares I n dentificação. Tenho ouvido muito isso, mesmo na mídia “culta" (que é uma falácia). Me causa espécie esse discurso de que "a linguagem é um fenômeno vivo e em constante evolução” pois, entende-se que “evoluir" é melhorar quando na verdade, é adaptar. Creio que esse fenômeno ocorra por ser mais fácil falar desta forma. Isso se observa em outras línguas, comprovando a existência de duas línguas, a escrita e a falada (não quero entrar no mérito da Gramática). Outra coisa engraçada é a omissão da letra “d" no gerúndio: “falano”, “cumeno" (isso é nome de elemento de química orgânica) e assim vai. Creio que essa é a única “evolução" que podemos notar nas pessoas, comunicar mais facilmente as bandalheiras cotidianas.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Quem ouvimos? Penso que cada vez mais ouvimos nossos próprios instintos. Toda e qualquer autoridade foi desqualificada como tal, de uma maneira ou outra nesses últimos 150 anos. Desqualificamos nossas crenças e nossas instituições por não satisfazerem nossos desejos. E a “modernidade" nos diz que "quem sabe mais do que desejamos que nós mesmos"? Talvez até não saibamos tanto assim mas temos nosso orgulho de sermos quem somos e isso, nos faz querer ser senhores de nós mesmos. Mas esse instinto de auto-satisfação pode estar desafinado com os acidentes que tivemos durante o período em que nosso caráter se formou ou pior, nosso caráter foi deformado por esses acidentes: toda a qualquer vicissitude que, novamente, veio frustrar nossos desejos. Mas é isso somente “o sentido da vida”, a satisfação dos nossos desejos? Talvez um sentimento mais nobre veio provocar a busca de um sentido “maior" para a nossa existência mas, não seria esse “sentimento mais nobre” um sentim...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Tally-ho!!! "Todas as crianças, exceto uma, crescem”. Sabemos que é essa criança. Essa fatalidade (crescer) tem assustado nossos jovens de uma maneira que me pareceu inconcebível até encontrar , uma colega de francês, de 19 anos que afirmou que não queria ser adulta. Nunca. Por isso é chamada de “Terra do Nunca”: onde nunca se cresce para nunca ter as responsabilidades de um adulto. Quando eu tinha essa idade eu queria ter mais idade ainda. Será que a minha geração era realmente uma geração de alienados que não via um palmo diante do nariz ou, esta é uma geração de aproveitadores (para não dizer o indizível) que sugam seus pais até secarem?
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Você não está sozinho (maravilha!) Muitos de nós pensamos que certas coisas só acontecem conosco ou, só nós somos ou sentimos daquela maneira. Essas nossas particularidades nos parecem tão nossas que deixamos de pensar nelas como uma anomalia mas, como uma característica pessoal. Até que um dia descobrimos que outros também são assim e isso, nos alivia - afinal não somos “anormais”, muita gente é agem e pensam e sentem da mesma maneira. Essa identificação nos faz mais condescendentes conosco mesmos, tendemos a ser muito exigentes, com certeza porque fomos educados para sermos assim. Muitas vezes fui agraciado por essa revelação que vem sobre nós para nos aliviar de nós mesmos, para termos o fôlego de vida que, de vez em quando, compartilhamos com o nosso semelhante. Não deixe de dizer: “ah eu também sinto ou penso assim”. É um conforto e uma redenção.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Seu nome era Magill e ela chamava a si mesma de Lil, mas todos a conheciam como Nancy Ser mulher não é fácil, com muito certeza nunca foi. Foi criada uma série de ambiguidades em termos do comportamento, aspirações, expectativas. Mas nunca, até agora, haviam perguntado para ela o que ela queria. Era uma “formatação" numa forma (ou fôrma) que se aceitava tacitamente o que se apresentava. Talvez fosse um tempo complicado para os homens também mas, não havia outra realidade e ninguém pensava nisso, as prioridades eram outras. Então veio a “nova geração com uma nova explicação” e, deu no que deu, basta olhar à nossa volta.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Dali era apo (ca) lí (p) tico, daqui também Não sei das convicções políticas do pintor, só sei que ele era genial. Não é o meu preferido, muito embora sua obsessão com o tempo seja algo que imagino ser universal mesmo que não percebido como tal ou como de sua própria natureza. “A persistência da memória” é um quadro tão conhecido que se vulgarizou em imãs de geladeira, assim como “As mãos do apóstolo” de Dürer (o modelo não era discípulo deste outro pintor). Tive a oportunidade de vê-lo (o quadro não o Dali) no MoMa, a obra é frustrantemente pequena, sempre a tive na mente como um quadro monumental mas o que trago na memória é o seu tamanho real. Tenho muita certeza que o artista o pintou para representar o tamanho e duração da memória: ela vai encolhendo até sumir.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
As estrelas parecem muito diferentes hoje Acho que todo mundo sabe o que é a cultura “woke”. A princípio pode-se imaginar o quão importante é estar “desperto" num mundo cheio de espertinhos que nos enganam o tempo todo. Depois isso foi usado como uma maneira dos "wokes" estarem "acima" da mediocridade que só eles viam: orgulho e preconceito? Como sempre o que nos trai é sempre o orgulho, a soberba. Perceber e aceitar que existem pessoas boas e pessoas más é a única coisa razoável, o restante é perda de tempo. Não temos e nunca tivemos capacidade de nos “aperfeiçoar”, somos o que somos por herança, maldita ou não, mas somos fruto do que recebemos genética e culturalmente. Talvez possamos aprender a lidar com o que acontece porque somos e não ficar tentando “consertar" o que acontece para sermos, não funciona dessa forma. Enquanto continuarmos procurar nos redimir em nós mesmos, não chegaremos a lugar algum, é correr atrás do próprio rabo. Mas como exerce...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
O medo de mudar para o "outro lado" Tenho observado o alarido na mídia em relação à intensificação da direita (dita “extrema direita” pelo pessoal da esquerda) “em TODOS os países do mundo”. A primeira bobagem é que existem países de direita e, nesses lugares não me parece que hoje uma “intensificação" da ideologia. Em seguida podemos perceber que existe o mesmo medo que havia, durante a Guerra Fria, da esquerda (dita “extrema esquerda” pelo pessoal da direita). Naquele tempo, lembro bem, havia uma caça aos esquerdistas que, aqui em Pindorama, eram chamados de “subversivos”. Não lembro de subversivos de direita ou de centro. O medo que havia, na realidade, era de uma ditadura de esquerda que víamos, todos os dias na TV, matar gente que lhes resistia. Nesses países comunistas, havia sim, subversivos de direita e de centro. A lógica era inegável ( “my logic is undeniable”), SE num país cujo regime é o comunismo, regime este desenvolvido, apoiado e gerido pela esquerda...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Pinhão Assisti um vídeo no Youtube de uma dessas “neo-curitibanas” ensinando como cozinhar pinhão. Ela colocou sal durante o cozimento: sacrilégio! TODO MUNDO sabe que isso deixa o pinhão duro. Além de que não se tempera nem se utiliza para “outros pratos”. É claro que inventaram isso tudo mas, pinhão é cozido ou assado sem tempero algum. Pinhão temperado é como caldo de cana com açúcar.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Rapa Tudo Num certo ano, durante o primário, trouxeram para a escola um jogo de azar que se chamou de “Rapa Tudo”, jogávamos durante o recreio. As fichas de aposta eram figurinhas que colecionávamos, figurinhas de futebol ou da bala Zequinha. O jogo consistia em rodar um pião facetado que, ao parar mostrava uma das faces para cima onde se lia a instrução a ser feita com as apostas: “põe um”, “tira dois”, outras combinações e o tal do “rapa tudo”. Havia dois tipos de “mesas de jogo”, aqueles que entendiam que o que estava em jogo eram as “fichas" que foram apostadas e estavam na mesa, porém outros entendiam que o “tudo" incluía as “fichas" que estava nos bolsos dos apostadores. Por mais que explicássemos que aquele era uma regra absurda, esses nunca se deixaram convencer que se ganha o que se aposta e não o que se tem. Muitos desses, ao se tornarem adultos, estão no poder.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Londonderry Nunca passei tanto medo na minha vida. Eu estava em Dublin e achei por bem conhecer a “Giant Causeway” que é aquela capa do Led Zeppelin IV. O que eu não sabia é que depois de lá fui levado para Londonderry, onde “era" a sede do IRA. A cidade é minúscula e o cheiro de morte e violência está no ar. Eu havia percebido isso em Belfast: não havia pedestres na rua e poucos carros circulavam. Londonderry ainda é uma cidade dividida. Físicamente. Existem barreiras de arame farpado, daqueles que têm um xis de madeira sustentando os fios. Onde existem passagens de “um lado para o outro” blindados do exército “garantem" a segurança. O lado “proibido" é extremamente miserável e me pareceu muito vulnerável. No “lado de cá”, onde o guia havia levado os turistas, podia-se ler placas avisando que “você está saindo da área tal” ou “você está entrando na área tal”. Os muros estão cheios de pinturas que celebram as vitórias e mortes dos dois lados. A sensação é que todos a...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Mistérios Não posso afirmar que isso ainda acontece mas, para as crianças da minha época, o mundo dos adultos era envolvido em muito mistério e, as compotas de pêssego era um dessas coisas incompreensíveis que se praticava. Naqueles dias, quando se plantavam árvores frutíferas no quintal das casas, havia uma abundância de abacates, limão rosa, peras e, produzindo menos, pêssego. Nos bairros, ninguém comprava os primeiros, dava tanto que se distribuía pela vizinhança mas, os pêssegos, por serem mais raros, eram reservados às compotas. A raridade dessa fruta se dava tanto pela variedade aqui plantada como pelo amadorismo dos plantadores: o máximo que se fazia e, se tanto, podava-se as plantas. Desta forma produzia-se muito pouco e o sabor era discutível. Imagino que na tentativa de adoçar um pouco a fruta, faziam compotas. Após cozidos em açúcar, as frutas e a calda eram colocados em vidros especialmente feitos para isso, a tampa era vedada com uma tira circular de borracha e havi...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Psycho killer: qu’est-ce que c’est? Gente estranha com jeito esquisito. Não sei ao certo mas que eles existem, existem. Muitas vezes conscientes e intencionais, outras tantas, ao acaso. Tive um colega que ia armado ao trabalho, ele dizia que era preciso se previnir pois era constantemente seguido. Muitos outros andam soltos por aí, "a(r)mados ou não”, depende muito do quanto têm no banco. Lembrei daquela lista de diferenças entre os ricos e os pobre, onde se referiam aos dementes: rico é excêntrico, pobre é louco; não importa muito, sanidade é artigo de luxo atualmente.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Bons tempos Todos somos nostálgicos e sempre lembramos como era bom “antigamente”. Pelo que lembro da minha infância, adolescência e juventude, sempre foi bom, na medida em que se podia. Não tínhamos o "conforto tecnológico” que temos hoje mas eu o trocaria pela paz e tranquilidade que tínhamos, mesmo nos anos da dita “dura”. Eu avalio aqueles dias com olhos e lembranças de criança e adolescente, sempre tive muita certeza que vivia numa redoma, aquela parte da população muito privilegiada: minha única preocupação e responsabilidade era estudar. Todos os “tempos" me foram bons, sou grato por todos que passaram pela minha vida e continuam passando (ou ficando). "Amanhã vai ser outro dia”.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Mais uma vez o PoCo Mais ou menos outra vez. Em outro momento de rara lucidez (tá bom, sei que isso não existe realmente), teci um livre pensar sobre a finalidade inconfessada do dito "Politicamente Correto” (que sabemos ser fruto do neoimperialismo americano). Eu insisto nesse tema pois é algo que incomoda muito a minha geração, que sofreu com a censura do Estado, e agora sofre com a censura dos nossos “semelhantes" (não sei se essa palavra também não está no index dos “conscientes”, talvez isso fere o “princípio da diversidade"). Todos nós percebemos que esse ambiente opressivo, criado por esse comportamento narcisista, temente da solidão, serve para “eliminar" os concorrentes dos desejos inconfessáveis daqueles que advogam e praticam o PoCo, através do tal “cancelamento”. Sendo “cancelado”, o indivíduo teoricamente, perde as oportunidades e privilégios que gozava antes de ser cancelado, quando andava de acordo com os ditames do PoCo: com um pouco de sorte o...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Os comedores de Cracknell Creio que já comentei que nós, curitibanos, somos 40% da população da cidade. E como podemos saber quem realmente o é? O óbvio é o sotaque mas existem outros mistérios que somente os de verdade conhecem e praticam. Hábitos (ou perversões) alimentares podem ser uma boa pista. Comer pão com vina ou pinhão qualquer um pode mas, comer bolacha (ou biscoito) Cracknell é somente para os curitibanos verdadeiros. Se você pergunta para um estrangeiro se gosta de Cracknell e ele imediatamente corrige dizendo “Cracker”, esse é um impostor metido a curitibano. Ele vive aqui há trinta, quarenta anos e acha que é curitibano. Então eu mostro para o incrédulo a bolacha e aviso que só deve ser tomada com chá e, ele experimenta, faz uma cara de repulsa e espanto como se dissesse “como alguém pode gostar disso?"
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Automatização comportamental Talvez não seja esse o termo mas, temos visto nos últimos anos, após o advento da internet para a população, a implementação de facilidades que nem sempre são tão fáceis assim. Mirando muitas vezes mais no marketing que no bem estar dos usuários, nos deparamos com “soluções" que são mais o demonstrativo de “como somos modernos” que uma solução prática. O costume de tomar um cafezinho sempre foi uma tradição na nossa cidade. Lembro da aglomeração de homens (naquela época os cafés eram frequentados por homens somente) na calçada tomando o cafezinho e discutindo seja lá o que for. A máquina de café ficava na beira da calçada e não havia lugar para sentar. No entorno da máquina, havia um lugar com água fervente onde as xícaras descansavam, de modo que sempre queimávamos os lábios se não esperássemos o suficiente antes de sorver a iguaria. Pois então, como a “modernidade" passamos a ter alguns desses estabelecimentos funcionando quase da mesma man...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Discos empenados Estive na loja do meu amigo (sim, ainda existem lojas no mundo real) e ele me mostrou um disco do Daft Punk com um ligeiro empenamento, era visível a ondulação que o disco causava no braço do toca-discos. Me perguntou se aquilo era danoso para a agulha ou para o braço pois a pessoa para quem ele havia vendido o disco (estava lacrado) exigiu que ele o trocasse. Não julgo o comprador pois eu faria o mesmo mas também não é culpa do vendedor. As causas podem ser diversas mas o que eu quero dizer aqui é que o comprador tinha certeza que um disco assim estragaria a agulha ou o braço do seu toca-disco o que todos sabemos é uma bobagem imensa. Mesmo que fosse uma deformidade grande o suficiente para alterar o som ou que a agulha pulasse, não quebraria a agulha ou o braço. Tecnologias novas são sempre cercadas de mitos e lendas. Sobre o “desempenamento” existem dois ou três dispositivos no mercado que se propões a deixar os disco planos a um preço obsceno e, nem ...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Lembrancinha O costume de presentear imagino ser algo muiiiiiiito antigo e, na nossa cultura, existe o presente de aniversário, o presente de casamento, o presente de formatura … e a tal da “lembrancinha”. Normalmente, pelos menos era assim, um objeto que representa o nosso afeto pelo presenteado mostrando que ele foi “lembrado" de alguma forma em algum lugar. Normalmente são objetos totalmente inúteis e de qualidade estética duvidosa, tipo um cinzeiro cor laranja escrito “estive em Aparecida e lembrei de você”. Por algum tempo guardei, numa caixa, essas “lembrancinhas”, quando a caixa encheu me desfiz delas pois, não lembrava mais quem havia me presenteado.