Dali era apo(ca)(p)tico, daqui também




Não sei das convicções políticas do pintor, só sei que ele era genial. Não é o meu preferido, muito embora sua obsessão com o tempo seja algo que imagino ser universal mesmo que não percebido como tal ou como de sua própria natureza. “A persistência da memória” é um quadro tão conhecido que se vulgarizou em imãs de geladeira, assim como “As mãos do apóstolo” de Dürer (o modelo não era discípulo deste outro pintor). Tive a oportunidade de vê-lo (o quadro não o Dali) no MoMa, a obra é frustrantemente pequena, sempre a tive na mente como um quadro monumental mas o que trago na memória é o seu tamanho real. Tenho muita certeza que o artista o pintou para representar o tamanho e duração da memória: ela vai encolhendo até sumir. 




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