Crer para ver Assistindo um filminho bem vagabundo (às vezes eu gosto de me degradar intelectualmente) um alien ensina que o problema dos humanos é o tal do "ver para crer", uma vez que nem tudo que existe pode ser visto. Essa discussão nasceu com o advento da física quântica, que também é alvo de descrença. Estamos enterrados até o pescoço com o método científico que nos obriga a ver antes de crer, caso contrário o pensamento não é “científico”: a crítica da razão pura kantiana está sendo posta em cheque (sem fundos). A realidade, para não dizer “a verdade”, é algo muito além do vão orgulho que temos da nossa (in)capacidade intelectual e, mesmo que saibamos que somos “um pálido ponto azul”, relutamos como crianças dizendo “eu estou certo, eu estou certo”. O nosso imaginário coloca a ciência num pedestal não porque ela nos dá respostas mas porque é nossa criação (ou pensamos ser); porém a ciência é uma ferramenta, aprendemos isso na pele durante a pandemia. Mas como tudo que...
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Mostrando postagens de setembro, 2024
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Em quanto isso, no reino da Caledônia … Na idade média os reinos estabeleciam fronteiras que, se você quisesse entrar, mesmo que de passagem, teria que pagar para isso. Pedágio não é nada novo. Hoje, graças à políticas de boa vizinhança muitos países não pedem mais visto de entrada. Mas, como sabemos, muitos estão repensando essa prática, afinal nem todo mundo tem bons modos e civilidade. Convivência exige compreensão e respeito e não “tolerância".
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Dois gatos no quintal Às vezes uma música que eu não ouvia a muito tempo vem à mente. Hoje foi “A praça” gravada pelo Ronnie Von. Fique pensando na candura e simplicidade da letra. Vivendo o que vivemos essas lembranças me fazem pensar o que aconteceu que tudo ficou complicado e difícil. Temos mais deveres e obrigações pautados em valores extremamente discutíveis e alguns, impossíveis de engolir. A vida se tornou um chá de losna na boca: é tão amargo que não conseguimos nem engolir nem cuspir. Essa dificuldade toda foi inventada em nome de um "mundo melhor”; como sempre fazem os "bem intencionados". Qualquer intenção é sempre uma tentativa, aquela esperança de “agora vai dar certo”. Sempre vai, seja lá qual for o jeito mas, que me perdoem os bem intencionados de plantão, estamos perdendo o direito de pensar “diferente”. Isso me lembra o poeta soviético Maiakovski que nunca se filiou ao partido por se posicionar mais à esquerda … Eu concordo que deva existir uma utopia p...
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Eu li as notícias hoje, mas eu não sou o único Encontramos no Youtube muitos videos onde os youtubers “reagem" ouvindo músicas que nunca ouviram. Para nós, que “estávamos lá” quando tudo aconteceu, isso pode parecer um absurdo: como “nunca" ouviu Beatles, Led Zeppelin ou Pink Floyd? Nós que nascemos próximos do final da WW2 temos, esse acontecimento como uma divisão clara do “antes" e o “depois" de modo que esse referencial ajuda a nos situarmos dentro da história. Eu não sei qual é o referencial dos jovens atualmente e, se isso existe; desta forma, segundo meu raciocínio, esse pessoal toma como referencial a data do seu nascimento: já ouvi falarem isso, coisas como “puxa estou ouvindo música que já era sucesso antes do meu nascimento”. Talvez o maior acontecimento depois da WW2 tenha sido o movimento da contracultura. Mesmo que isso tenha tido o resultado que teve e o sofremos até hoje, não me parece que os jovens tenham consciência disso, ainda é algo remoto e e...
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"Quando eu era menino, tudo era legal” Houve um tempo em que tomar banho de Sol era uma atividade tida como saudável mas, como vivemos numa época em que os neuróticos são um espécie protegida, ficar muito tempo no sol dá câncer de pele. Naqueles dias em que os gigantes ainda andavam pela Terra, acreditava-se que tomar água no Sol entortava a boca e tomar vinha com melancia, matava. Apesar de toda a crendice que grassava, hoje as proibições são mais numerosas e ameaçadoras, estamos no limiar da crimideia orwelliana e, me aparece um monte de sandeus que dizem que hoje tudo é melhor? Prefiro continuar comendo melancia com vinho tomando um banho de Sol …
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O artista Sobre arte, todos sabemos ou, pensamos que sabemos mas, não é nada disso, quero refletir sobre aqueles que cometem ou pensam cometer, arte. Houve um tempo em que se dizia que o artista é alguém que vive o futuro no presente até que o compositor Edgar Varèse contestou isso dizendo que ele vivia no presente, nós é quem vivíamos no passado, isso é verdade. Vivemos o presente com valores e referências adquiridas e herdadas ao longo do tempo, logo vivemos no passado em termos de ideias e inovações. Se a novidade é algo que vem substituir algo existente, tecemos um juízo estético sobre a obra ou se é algo realmente único, aceitamos aquilo ou não julgando seu valor estético E funcional. Lembro que um amigo disse com todas as letras “porque existe um filme que eu não entendo?”. Quando a coisa é muito fora da “nossa caixinha” tendemos a rejeitá-la por não termos referenciais. Tudo isso se a obra é contemporânea e julgada por contemporâneos. muito embora, sempre exista o tal...
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Tio Schopenhauer, o amigo da música Neste exato momento ("in this very moment", como eles dizem, gosto desta expressão) estou a ouvir a sinfonia nº 12 do Shostakovich, intitulada “O ano de 1917”, lembrando dos inícios da “revolução" deles. Mas não estou aqui para falar da revolução russa mas do ouvir. Nossos dias têm sido conduzidos por um sentimento de urgência que me parece irreal. Talvez as causas dessa urgência esteja camuflada e as pessoas buscam alívio em lugares errados. O instinto irresistível de satisfazer nossos desejos se sobrepõe ante nossa capacidade de perceber o que nos impulsiona, somos cegados e completamente convencidos que “quando eu tiver um milhão de dólares, aí sim, vou ser feliz”. Essa fúria ensandecida da busca da felicidade talvez seja o maior obstáculo para “chegar lá” (obviamente um milhão de dólares não traz a felicidade). Tive um colega de trabalho que dizia que “a pressa é inimiga da calma”, nada mais objetivo. Estou sentado frente ao meu s...
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Eu cheguei lá (mas esqueci) O meu percurso em busca do Graal do audio começou na primeira metade dos anos 70 quando ganhei meu primeiro sistema sério: um toca-discos, um amplificador integrado e um par de caixas, tudo da marca Polivox. Hoje é fácil se informar mas naqueles dias era preciso comprar revistas especializadas e o mercado era restrito, importações era algo raríssimo. Após MUITAS marchas e contramarchas, sempre experimentado cheguei ao sistema “final”, sempre com uma pequena ajuda dos meus amigos. Isso não quer dizer que não haverá atualizações, os componentes podem estragar e serão substituídos e, mesmo que não seja possível encontrar um substituto idêntico, sei o que pode substituir, se for o caso. Foram 50 anos de experimentações, postei dia 4/9/24 algumas “lições aprendidas” mas o que realmente aprendi é que tudo que buscamos custa tempo e dinheiro. Muito tempo e muito dinheiro, o que não garantem que “cheguemos lá” … P.S.: com certeza vou ter que comprar uma c...
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A arte de viver da fé só não se sabe fé em quê Houve um tempo em que 25% dos lares do Reino Unido possuíam o "Dark Side of the Moon" do Pink Floyd. Hoje, depois de tudo o que aconteceu, grande parte da população que veio morar lá não ouve música alguma devido às recomendações (?) daquela religião da paz.
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Rir na hora certa Para quem viveu toda uma vida numa mesma cidade como a nossa Curitiba, sabe que muitos costumes mudaram (na verdade foram trazidos para cá) devido a migração interna, primeiramente dos vindos do interior do estado, principalmente do norte (Londrina, Maringá …) e posteriormente de outros lugares do país. Não posso avaliar precisamente como era o humor das pessoas na década de 60 mas não me lembro de sermos sisudos. A nossa fama é de mal educados que não cumprimentam ninguém, o que nunca foi assim, pelo menos por parte dos nativos e entre os nativos. O que me lembro é que éramos ensinados a não falar com “estranhos”, implicando a necessidade de apresentações formais para que o estranho se tornasse “conhecido”. Isso é verdade, aqui existiam parentes, amigos e “conhecidos" que podiam tanto ser colegas de trabalho como gente que encontrávamos eventualmente no clube ou numa festa qualquer e com as quais só havíamos conversado sobre o clima. Esse costume de não falar c...
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Lições aprendidas para um bom sistema de audio Se você quer praticidade, vá para o digital, se quiser qualidade de som, vá para o analógico. Prefira equipamento com conexões balanceadas, aquelas que usam conectores XLR, em detrimento das conexões não balanceadas, as que utilizam conectores RCA. Os componentes mais importantes (e caros) do sistema são as caixas acústicas. Construa o sistema em volta das caixas. Amplificadores com 200W ou mais NÃO dão mais “volume" que um de 20W, o que define isso é a sensitividade das caixas. A qualidade de gravação, o sistema de audio e a acústica da sala de audição compõe o resultado final. O preço do equipamento não está ligado diretamente à qualidade PORÉM o sistema passa a ter mais qualidade a partir dos 500 dólares. Cabos de conexão fazem diferença dependendo da precisão do sistema de audio. Cabos de caixa fazem diferença dependendo mais da sua geometria que da sua construção. A alimentação de energia, se não for bem implement...
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Direita, vou ver! Em TODO MUNDO (quando o Youtube é inundado de videos de várias agências “confiáveis" é porque alguma coisa realmente está a acontecer) discute-se a ascensão do que a mídia sensacionalista passou a chamar de “extrema direita”. Esse termo é tão mal empregado que o presidente de França se diz pertencer ao “extremo centro”. O medo do nazismo e "ideologias" assemelhadas é legítimo mas a reação dos governos e políticos e mais assustadora pois se colocam como se fosse inevitável o fim da democracia. Talvez a nossa cultural tropical não consiga alcançar um eventual comportamento furioso dessas pessoas e seus correligionários. Sabemos que basta uma fagulha para começar um incêndio, creio que esse é o medo, o que está sob (ou atrás) do discurso. Por outro lado, se os eleitores estão votando em partidos que professam tal ideologia é porque sentem e pensam que esse caminho é a solução para seus problemas. Como a cultura woke (o filho natural do politicamente corre...
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Listas dos melhores discos Insisto em usar “disco" no lugar de “vinil" (como dizem hoje), é a mesma bobagem que usar “alumínio" no lugar de “CD”. Não é preciosismo meu, é como sempre falamos. Enfim, listas dos melhores, em termos de música, se posicionam no mesmo cenário dos filmes (vide post anterior), cada um puxa a sardinha para a sua brasa. Mas existe um fenômeno muito interessante em relação ao que chamamos de rock, o descendente imediato do rock’n’roll. Assim como os cariocas acham que o Brasil é o Rio de Janeiro, os americanos acham que o rock só existe na “America" (como eles dizem). E a coisa ficou mais curiosa quando surgiram os Beatles, eles tiveram que engolir que os Beach Boys não eram bem aquilo que eles pensavam. O reflexo dessas frustrações apareceu nas “listas”: durante muitos anos o “Sgt. Pepper’s" aparecia em primeiro lugar seguido do “Pet Sounds” dos Beach Boys. E daí? Ora, esse disco (o PS) é superestimado, só os americanos lembram dele. ...