Crer para ver
Assistindo um filminho bem vagabundo (às vezes eu gosto de me degradar intelectualmente) um alien ensina que o problema dos humanos é o tal do "ver para crer", uma vez que nem tudo que existe pode ser visto. Essa discussão nasceu com o advento da física quântica, que também é alvo de descrença. Estamos enterrados até o pescoço com o método científico que nos obriga a ver antes de crer, caso contrário o pensamento não é “científico”: a crítica da razão pura kantiana está sendo posta em cheque (sem fundos). A realidade, para não dizer “a verdade”, é algo muito além do vão orgulho que temos da nossa (in)capacidade intelectual e, mesmo que saibamos que somos “um pálido ponto azul”, relutamos como crianças dizendo “eu estou certo, eu estou certo”. O nosso imaginário coloca a ciência num pedestal não porque ela nos dá respostas mas porque é nossa criação (ou pensamos ser); porém a ciência é uma ferramenta, aprendemos isso na pele durante a pandemia. Mas como tudo que é importante é esquecido ou, simplesmente ignorado, o que realmente importa é o que EU sinto, não penso nisso para evitar a fadiga.

Comentários
Postar um comentário