A extinção dos programadores





Minha primeira linguagem de programação foi, como para muitos da minha geração, o FORTRAN, aprendido magicamente na faculdade, coisas da IBM. Foi meu primeiro contato com a IBM, eu passaria toda a minha vida trabalhando com IBM. Depois COBOL, a linguagem que possui mais linhas de código em toda a história do “Processamento de Dados” (naquela época não existia o termo “informática”, no máximo, computação). Depois APL, Natural e C. Com o advento das linguagens de quarta geração começou o declínio da programação, tudo passou a ser automático, duvido que atualmente exista alguém, fora do círculo ibeemista, que saiba codificar um programa de canal. Talvez esses nem saibam o que é “canal”. Em nome da “produtividade" estupidificaram o pensamento e as “limitações" do código foram compensadas com processadores mais rápidos. Atualmente, a linguagem da moda é Phyton, devido ao seu uso em A.I. Mas o que se codifica são chamadas a funções prontas e, não resta muita coisa para o programador fazer. Eu, graças a Deus, fui salvo no final dos anos 1970, pelo Assembler. Assembler usado especialmente por “system programmers”, que é como a IBM chama analistas de suporte que programam as exits dos sistemas operacionais e outros software básicos (o plural de “software” é “software" para quem pensa que sabe inglês). Aprendi o Assembler fazendo engenharia reversa de um módulo de carga o qual perderam o fonte, era um programa que lia a VTOC de discos. Depois disso só programei em Assembler e alguma coisa em ASM/CICS. Mas nada como o Assembler puro, onde temos controle completo do que queremos fazer e não estar à mercê de “funções" que ninguém sabe o que o código realmente contem. É uma pena que “as novas gerações” não tenham interesse em aprender Assembler mas, sempre teremos um remanescente de programadores verdadeiros.



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