Tio Schopenhauer, o amigo da música
Neste exato momento ("in this very moment", como eles dizem, gosto desta expressão) estou a ouvir a sinfonia nº 12 do Shostakovich, intitulada “O ano de 1917”, lembrando dos inícios da “revolução" deles. Mas não estou aqui para falar da revolução russa mas do ouvir. Nossos dias têm sido conduzidos por um sentimento de urgência que me parece irreal. Talvez as causas dessa urgência esteja camuflada e as pessoas buscam alívio em lugares errados. O instinto irresistível de satisfazer nossos desejos se sobrepõe ante nossa capacidade de perceber o que nos impulsiona, somos cegados e completamente convencidos que “quando eu tiver um milhão de dólares, aí sim, vou ser feliz”. Essa fúria ensandecida da busca da felicidade talvez seja o maior obstáculo para “chegar lá” (obviamente um milhão de dólares não traz a felicidade). Tive um colega de trabalho que dizia que “a pressa é inimiga da calma”, nada mais objetivo. Estou sentado frente ao meu sistema de audio, ouvindo um solo de fagote seguido de um solo de clarinete … mesmo as revoluções têm seus momentos de calma e tranquilidade. E perdemos a capacidade de ouvir a nós mesmos quando nos deixamos dominar por essa urgência que nos foi imposta. Schopenhauer aponta para a música como a solução (ou saída) para essa angústia do viver. Sabe-se que certas frequências sonoras entram em ressonância com as nossas frequências (TUDO vibra, lembrem do Tesla), algumas de maneira deletéria outras, mais agradáveis e, é aí que entra a música: “good vibrations” (isso também é uma música dos Beach Boys). Aproveitem o tempo para sentar sem pressa e ouvir uma música, não precisa ser o Shosta, ouça "aquela" e como ela ecoa em você, talvez descubra alguém que ainda não conhece.

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