Tenho alma de artista e tremores nas mãos




Entre os medos do nosso tempo paira monstruosa, a sombra do Alzheimer. É claro que isso "não passa pela cabeça” dos mais jovens mas essa coisa é algo muito próximo dos veteranos … Com a expectativa de vida aumentando dia a dia e a possibilidade desse mal nos acometer, de nada vale viver mais tempo assim, na expectativa. Precisamos largar essa mania de sofrermos por antecedência e aproveitar o dia que se chama hoje pois, não temos garantia alguma de estarmos amanhã aqui, isso não tem idade. Um artigo, escrito por uma senhora que não lembro o nome, defende bravamente que as veteranas assumam a sua idade "sem medo de ser feliz”. Esse discurso é totalmente válido pois houve um tempo no qual a vida acabava aos quarenta, o restante, mesmo que fossem mais quarenta, era para esperar a morte. Tenho muita certeza que essa alegria de viver se intensificou após a pandemia, as pessoas perceberam que a juventude não é garantia para que cheguemos à I.A. (idade avançada). Onde trabalho, a idade média é de 42 anos e, pasmem, temos cumprido a nossa missão sem sobressaltos. Talvez essa rejeição etária seja ainda uma afirmação adolescente de identidade. Mas o tempo passa mais depressa que gostaríamos que ele passasse e logo, se sobrevivermos, todos estaremos experimentando “a delícia de ser o que é”.  




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