Rapa Tudo
Num certo ano, durante o primário, trouxeram para a escola um jogo de azar que se chamou de “Rapa Tudo”, jogávamos durante o recreio. As fichas de aposta eram figurinhas que colecionávamos, figurinhas de futebol ou da bala Zequinha. O jogo consistia em rodar um pião facetado que, ao parar mostrava uma das faces para cima onde se lia a instrução a ser feita com as apostas: “põe um”, “tira dois”, outras combinações e o tal do “rapa tudo”. Havia dois tipos de “mesas de jogo”, aqueles que entendiam que o que estava em jogo eram as “fichas" que foram apostadas e estavam na mesa, porém outros entendiam que o “tudo" incluía as “fichas" que estava nos bolsos dos apostadores. Por mais que explicássemos que aquele era uma regra absurda, esses nunca se deixaram convencer que se ganha o que se aposta e não o que se tem. Muitos desses, ao se tornarem adultos, estão no poder.

Comentários
Postar um comentário