As “pautas” e as clavas (ou a trepanação é a única solução)
A “modernidade" pós politicamente correta propôs sobre o indivíduo, uma carga enorme e não administrável, onde se cada um fizer a "sua parte” a coisa funciona. Isso nos faz pensar porque não funciona. Ou o modelo proposto é falho e/ou os componentes deste modelo são falhos. Entendo que todo e qualquer projeto é definido e construído com um propósito claro e objetivo para que não haja dúvida de como atingi-lo. "Trepanemos pois" para enfrentarmos o que pensamos ser a realidade (muitas vezes a trepanação é a única solução). As possíveis falhas no modelo proposto é causada pelas limitações dos próprios proponentes que nos leva a uma recursividade da causa/efeito sem solução: projetistas falhos geram projetos que serão executados por pessoas falhas. Então vem aquilo que os japoneses dizem com muita propriedade e graça: “faça o seu melhor”. Sempre vai haver um cínico que dirá que o melhor nunca será suficiente. Antigamente esses eram queimados na fogueira. Hoje são aplaudidos como “conscientes” ou mais “modernamente”, wokes. Essa “abordagem” de uma norma de comportamento dito progressista me parece ser mais uma tentativa (bem sucedida) da esquerda festiva que precisa ter uma bandeira para se manterem no poder. O medo de perder as próximas eleições, em qualquer parte do mundo sempre lhes pareceu algo impensável, uma vez que “eles" sempre pensaram no “bem comum”. Tenho muita desconfiança daqueles que se declaram “puros”. A natureza humana sempre foi animal no sentido de sermos conduzidos por desejos totalmente egoístas (hoje beirando ao simples instinto), mesmo quando supomos estar pensando nos outros. Definir e estabelecer um “manual do ser humano” de acordo com seus valores (valores "deles" não dos seres humanos), define dois lados: “nós” e “eles”. Equilíbrio sempre foi um desafio logo, não existe “centro" pois não é possível satisfazer a todos, que é não satisfazer ninguém. A vileza da coisa reside na demonização daqueles que não pensam como “todos" devem pensar e agir. A ideia de igualdade entre as pessoas é que o pessoal de esquerda é “mais igual” que os conservadores. Não é admissível o discurso de que quem não é de esquerda é “extrema direita”, isso é um vício de linguagem impingido pela mídia. Desta forma o julgamento já está estabelecido e a pena será um “curso de reeducação do pensamento”. O lado sórdido disso tudo é que não é o governo nem o partido nem os militantes que fazem esse julgamento e aplicação da pena: são aqueles que pensávamos ser nossos pares. Minha pauta é aquela com as claves de sol, fá e dó. Não siga a moda, isso é coisa de adolescentes que ainda não sabem que o coração é aquele que deve ficar sempre batendo, não nossos punhos.

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