Vida
Olhando para trás tenho a certeza que a humanidade não “evolui" como as pessoas gostariam. Talvez seja a idade mas sou um tanto intolerante quanto à precisão gramatical, quem não se expressa adequadamente é porque não pensa adequadamente, isso é obvio. O que acontece, quando acontece, é um desenvolvimento. Mas não chegaremos à lugar algum se nos deixarmos dominar por nossos desejos, por mais nobres que os julguemos. É preciso entender que os desejos nascem e são impulsionados pelo instinto de vida, instinto de nos desenvolvermos até atingir o nosso potencial de criação de modo a contribuir para o desenvolvimento próprio e daqueles que nos cercam, sejam amigos ou inimigos. Mesmo quando nos vemos generosos o suficiente para compartilharmos nossas vidas com nossos parceiros, existe sempre o “receber" pelo às vezes muito pouco que damos. Tudo isso se tivermos a sorte de termos nascido e crescido num núcleo familiar “saudável" (isso sempre esteve em discussão). É um milagre estarmos onde estamos, sob todos os aspectos: "o ser humano é um forte”, fazendo uma paráfrase. No final das contas esse “desenvolvimento" é sempre um meio-termo no qual nos acomodamos, muitas vezes à duras penas. Talvez o mais difícil seja reconhecermos nossas limitações, especialmente se esses limites não são suficientes para satisfazer nossos desejos. Se conseguimos aproveitar o que temos e somos, usando isso para viver e, se possível, acrescentar algo ao nosso entorno, isso É A RESPOSTA para o significado da vida. Muitos de nós fomos ensinados que “querer é poder” e isso é falácia. Acredito que pode-se ser totalmente feliz com o que temos e somos e isso, com muita certeza, não é se contentar com a mediocridade mas ter maturidade de enfrentar o inesperado que o viver nos traz todas as manhãs. Talvez nunca sejamos e tenhamos tudo aquilo que desejamos mas um meio termo é o que que sempre acontece. Não há nada mais lamentável que um adulto reclamando de sua condição. “Viver é muito perigoso”.

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