"Felicidade é uma arma morna” (Lennon & McCartney)




A universidade de Bristol está dando um curso chamado “Ciência da Felicidade” … A que ponto chegamos que nos dispomos a pagar por um curso de auto-ajuda na esperança de aprendermos a sermos felizes, se é que isso é fruto de aprendizado. Mas se observarmos os tópicos “necessários e suficientes” para tal, podemos traçar um perfil das pessoas atualmente. São nove os tópicos.


  1. Conversar com estranhos
  2. Dar presentes
  3. Dormir bem
  4. Caminhar na natureza
  5. Praticar atos de bondade
  6. Meditar
  7. Atentar para os aspectos positivos do dia
  8. Praticar atividade física
  9. Ser grato


O primeiro, “conversar com estranhos” me remeteu imediatamente ao eterno medo do que, quando eu era criança, chamavam de “tarado”: “não fale com estranhos”. O curioso é que o meu primeiro entendimento de “estranho" era “esquisito" e não “desconhecido”. Quando criança eu era muito observador e falava muito pouco, tanto meus colegas de escola quanto os adultos me pareciam muito “esquisitos” então, obedecendo meus pais, eu não conversava com ninguém. Creio que só obtive um vocabulário com o qual me senti à vontade de me expressar com mais naturalidade aos sete ou oito anos de idade, graças à alfabetização e à sede infinita pela leitura: passei a ser conversador, tagarela como diziam, creio que ao longo dos anos isso não mudou.


Presentear sempre me foi algo difícil pois eu nunca tive muita certeza do que agradaria as pessoas. Só depois de muiiiiitos anos descobri como fazer isso sem culpa e sem medo de errar, afinal, é somente uma “lembrancinha" …


Nunca tive dificuldade de dormir, é só parar por alguns minutos e estou a dormir e a sonhar. Acho que durmo bem porque gosto de sonhar, pesadelos são raros.


Estive muito próximo da natureza na minha infância e adolescência pois fui escoteiro. Hoje a minha maior proximidade da natureza é o Parque Barigui.


Creio que “atos de bondade” são sempre movidos pela compaixão, pelo amor ao semelhante quando os vemos em "situações de risco" como se diz hoje. Faço o que posso movido pelo meu coração.


Meditar, para mim, é fruto da observação do comportamento das pessoas. O difícil é não tecer um julgamento. Quando a cena é uma mãe levando o seu bebê no colo é fácil meditar mas, quando um imbecil te fecha no trânsito é impossível.


Ah sim, ser otimista ao avaliar “as pequenas coisas” como dizem. Ao mesmo tempo “a alma não deve ser pequena”. Ser humano é viver de contradições.


A melhor “atividade física” é “estar com a amada”, não é mesmo?


Gratidão é algo muito ligado ao otimismo que falei anteriormente. Temos a tendência de reclamar de tudo, nossos desejos são incongruentes. Mas sempre podemos tirar um tempo para dizer “ai que bom!”  



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