Você tem que fazer a manhã durar




Foi no quinto ano primário (alguém sabe o que era isso?) que eles me foram apresentados, numa aula de inglês do professor Alaby. Eu tinha 10, quase 11 anos. Para animar a aula e dar um toque de modernismo didático, ele nos trouxe um audio visual de “The 59th street Bridge Song (feelin’groovy)” de Simon & Garfunkel. Usando um toca fita de rolo portátil para a música (em 1967 ainda não havia fitas K7 aqui em Pindorama, pelo menos na Cidade Sorriso), projetou diversos slides dos artistas com a letra como se fosse a legenda dos slides. Pediu para copiarmos a letra e traduzirmos, o que foi dificílimo pois a única ajuda que tínhamos era o dicionário que, é claro, não trazia “groovy”. Mas aquela música me encantou profundamente, eu nunca tinha ouvido semelhante coisa. Fui atrás do disco, era o album “Parsley, sage, rosemary and thyme”, só o possuí  quase dez anos depois, não era um disco muito fácil de se achar. Depois veio a maravilhosa “The boxer” e “Sounds of silence” … “Mrs. Robinson” tocava muito no rádio também. Assim como muitos outros artistas eles me seguiram até hoje. Me pergunto como ouço tanto as mesmas músicas por mais de 50 anos sem enjoar. Acho que é por que gosto delas.




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