Liberdade bate as asas sobre nós
Entre a caverna dos nossos antepassados e a casa ou apartamento onde moramos, existe, aqueles que moram nas ruas. As cidades, por construção, assim o permitem. “Moram" sob as marquises, em abrigos de papelão, em baixo de pontes e viadutos ou, nas praças onde o clima não é tão frio como aqui onde nasci e cresci. Há os que são desequilibrados, há os que vieram para cá tentar a sorte e não a encontraram e há, aqueles que simplesmente, preferem a rua em troca de sua liberdade. Esses últimos são os que não toleram toda e qualquer norma de convívio e, saem de casa. Sei de uma menina que fora adotada mas não suportou ter que ir para a escola, ter horários para tudo, ter que se submeter a tudo que fazemos em nome de uma sociedade “equilibrada”. Na rua, nas palavras dela, ela era "totalmente livre” mesmo que sofresse os problemas óbvios que sabemos (e não sabemos) que acontecem. A família que a havia adotado dava tudo aquilo que consideramos “bom" (“we gave her everything money can buy”). Isso nos mostra que os nossos valores não são absolutos, o que é "bom para todos” não é bom para alguns. Os nossos costumes, que pensamos serem “corretos” são, na verdade convenientes para que não nos devoremos. Infelizmente muita gente por aí acha que as pessoas têm a “sua própria verdade” e saem fazendo barbaridades em nome dessa verdade particular. Mais uma vez: “egoístas são aqueles que não pensam no meu bem estar”.

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