Pour le piano




Pensa-se, de maneira geral, que basta nos dedicarmos em qualquer empreendimento e, mais cedo ou mais tarde, alcançaremos nosso objetivo: “querer é poder”. Isso é uma falácia. Nos ensinam isso para que tenhamos ânimo e não desistamos dos nossos empreendimentos. Só fazemos o que está dentro das nossas limitações. Parece ser obvio mas tem muita gente por aí que acha que pode aprender um idioma em três meses ou aprender a tocar um instrumento em um ano. Vou me ater ao aprendizado de um instrumento. Quando se fala de música deve-se levar em consideração que uma série de mitos acompanham o nosso entendimento do que é tocar um instrumento. Não vou discutir a questão do aprendizado da leitura de música (partituras) mas o simples “tocar”. Incrivelmente não consideramos tocar um instrumento como uma atividade física, que depende do corpo do instrumentista. Por mais exímio que seja o pianista, se ele ou ela não tiver as mãos suficientemente grandes, não poderá tocar toda e qualquer peça pois, poderá não ter abertura suficiente nas mãos. Da mesma forma, violoncelista deve ter as mãos grandes. Com certeza em toda e qualquer atividade física, o executante tem seus limite físicos, nas atividades mentais, o limite do cérebro. Esses limites, na maioria da vezes têm suas compensações: mesmo não podendo tocar todas as músicas, dá para tocar muitas; a memória compensa o raciocínio rápido e assim por diante. Nossos tempos dão uma importância fenomenal às atividades físicas, dizendo que estão cuidando da saúde. É também uma compensação por não sabermos mais nos relacionar. 



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