Neo-brutalismo & superprodução



Houve um tempo em que a arquitetura se (pre)ocupava com espaços para viver e conviver, e isso era bom. Atualmente comete-se mais edificações que "habitáveis" -  parecem com o cenário do "Gabinete do Dr. Caligari", a arquitetura do delírio. E, como se não bastasse, são centenas espalhadas na cidade, afinal há um déficit imobiliário (leia-se imóveis caros) a muitos anos, talvez imóveis mais novos sejam ocupados, essa é a lógica do mercado. Assim como todos os nossos processos produtivos, se constrói mais que se vende. E ainda temos imóveis comerciais novos esperando ocupação por muitos anos. Esse fenômeno nos é mostrado, como uma bizarrice, em cidades construídas na China que estão abandonadas sem nunca terem sido ocupadas; naturalmente isso só acontece na China. Não sei se esse fenômeno só acontece aqui na Cidade Sorriso, mas estima-se que se todos os imóveis novos fossem ocupados, a população cresceria em 1 (um) milhão de habitantes. Me parece um exagero, mas ao olhar pela minha janela, o horizonte está se aproximando e, vejo menos céu a cada ano que passa. "A cidade é moderna, dizia o cego ao seu filho".




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