Crer para ver Assistindo um filminho bem vagabundo (às vezes eu gosto de me degradar intelectualmente) um alien ensina que o problema dos humanos é o tal do "ver para crer", uma vez que nem tudo que existe pode ser visto. Essa discussão nasceu com o advento da física quântica, que também é alvo de descrença. Estamos enterrados até o pescoço com o método científico que nos obriga a ver antes de crer, caso contrário o pensamento não é “científico”: a crítica da razão pura kantiana está sendo posta em cheque (sem fundos). A realidade, para não dizer “a verdade”, é algo muito além do vão orgulho que temos da nossa (in)capacidade intelectual e, mesmo que saibamos que somos “um pálido ponto azul”, relutamos como crianças dizendo “eu estou certo, eu estou certo”. O nosso imaginário coloca a ciência num pedestal não porque ela nos dá respostas mas porque é nossa criação (ou pensamos ser); porém a ciência é uma ferramenta, aprendemos isso na pele durante a pandemia. Mas como tudo que...
Postagens
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Em quanto isso, no reino da Caledônia … Na idade média os reinos estabeleciam fronteiras que, se você quisesse entrar, mesmo que de passagem, teria que pagar para isso. Pedágio não é nada novo. Hoje, graças à políticas de boa vizinhança muitos países não pedem mais visto de entrada. Mas, como sabemos, muitos estão repensando essa prática, afinal nem todo mundo tem bons modos e civilidade. Convivência exige compreensão e respeito e não “tolerância".
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Dois gatos no quintal Às vezes uma música que eu não ouvia a muito tempo vem à mente. Hoje foi “A praça” gravada pelo Ronnie Von. Fique pensando na candura e simplicidade da letra. Vivendo o que vivemos essas lembranças me fazem pensar o que aconteceu que tudo ficou complicado e difícil. Temos mais deveres e obrigações pautados em valores extremamente discutíveis e alguns, impossíveis de engolir. A vida se tornou um chá de losna na boca: é tão amargo que não conseguimos nem engolir nem cuspir. Essa dificuldade toda foi inventada em nome de um "mundo melhor”; como sempre fazem os "bem intencionados". Qualquer intenção é sempre uma tentativa, aquela esperança de “agora vai dar certo”. Sempre vai, seja lá qual for o jeito mas, que me perdoem os bem intencionados de plantão, estamos perdendo o direito de pensar “diferente”. Isso me lembra o poeta soviético Maiakovski que nunca se filiou ao partido por se posicionar mais à esquerda … Eu concordo que deva existir uma utopia p...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Eu li as notícias hoje, mas eu não sou o único Encontramos no Youtube muitos videos onde os youtubers “reagem" ouvindo músicas que nunca ouviram. Para nós, que “estávamos lá” quando tudo aconteceu, isso pode parecer um absurdo: como “nunca" ouviu Beatles, Led Zeppelin ou Pink Floyd? Nós que nascemos próximos do final da WW2 temos, esse acontecimento como uma divisão clara do “antes" e o “depois" de modo que esse referencial ajuda a nos situarmos dentro da história. Eu não sei qual é o referencial dos jovens atualmente e, se isso existe; desta forma, segundo meu raciocínio, esse pessoal toma como referencial a data do seu nascimento: já ouvi falarem isso, coisas como “puxa estou ouvindo música que já era sucesso antes do meu nascimento”. Talvez o maior acontecimento depois da WW2 tenha sido o movimento da contracultura. Mesmo que isso tenha tido o resultado que teve e o sofremos até hoje, não me parece que os jovens tenham consciência disso, ainda é algo remoto e e...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
"Quando eu era menino, tudo era legal” Houve um tempo em que tomar banho de Sol era uma atividade tida como saudável mas, como vivemos numa época em que os neuróticos são um espécie protegida, ficar muito tempo no sol dá câncer de pele. Naqueles dias em que os gigantes ainda andavam pela Terra, acreditava-se que tomar água no Sol entortava a boca e tomar vinha com melancia, matava. Apesar de toda a crendice que grassava, hoje as proibições são mais numerosas e ameaçadoras, estamos no limiar da crimideia orwelliana e, me aparece um monte de sandeus que dizem que hoje tudo é melhor? Prefiro continuar comendo melancia com vinho tomando um banho de Sol …
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
O artista Sobre arte, todos sabemos ou, pensamos que sabemos mas, não é nada disso, quero refletir sobre aqueles que cometem ou pensam cometer, arte. Houve um tempo em que se dizia que o artista é alguém que vive o futuro no presente até que o compositor Edgar Varèse contestou isso dizendo que ele vivia no presente, nós é quem vivíamos no passado, isso é verdade. Vivemos o presente com valores e referências adquiridas e herdadas ao longo do tempo, logo vivemos no passado em termos de ideias e inovações. Se a novidade é algo que vem substituir algo existente, tecemos um juízo estético sobre a obra ou se é algo realmente único, aceitamos aquilo ou não julgando seu valor estético E funcional. Lembro que um amigo disse com todas as letras “porque existe um filme que eu não entendo?”. Quando a coisa é muito fora da “nossa caixinha” tendemos a rejeitá-la por não termos referenciais. Tudo isso se a obra é contemporânea e julgada por contemporâneos. muito embora, sempre exista o tal...