O fim do Stones, 3/7/69



Há quem acredite que os Stones seja o conjunto mais antigo em atividade (não muita, desde a morte do baterista), mas quem eles eram realmente? O “cerne" do grupo sempre foi, inegavelmente, a dupla Jagger/Richard. Mas somente os dois representam a “assinatura sonora” dos Stones? Originalmente, além deles, tínhamos o Bill Wyman, o Ian Stewart (como session man somente), o Charlie Watts e o Brian Jones, como vocês podem ver na foto. Destes, o Brian Jones foi quem fez diferença para que os Stones não fossem outro grupo qualquer, existiam muitos outros bons grupos de rythm’n’blues em Londres naqueles dias. Brian Jones trazia sempre alguns detalhes que fazia os Stones se destacarem, como a marimba que ele gravou em “Under my thumb”, por exemplo. Desta forma os Stones construíram, durante os anos 60 uma carreira sólida com uma “legião de fãs” muito leal. Foi essa “lealdade" e o fim dos Beatles que alavancaram a continuidade deles. Quando ficamos sem Beatles, no início de 1970, agarramo-nos nos Stones, isso hoje me parece muito claro. Os Stones deixaram de existir pois, sem o Brian Jones, era um "faz de conta" que eram os Stones. Talvez a morte do Brian Jones nos lembrou que nada dura pra sempre, assim como o “fim" dos Beatles. O John Lennon também contribuiu para essa “consciência" nos dizendo que “o sonho acabou”. 

Depois veio o “Stick fingers” e o “Exile on mais street”, os últimos ecos do Brian Jones. Depois mais nada. 




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