É só um salto à esquerda: “renda-se Dorothy”





Todos nós que participamos de alguma das apresentações do “Rocky Horror Show” temos plena consciência da catarse que tudo aquilo representava para aqueles tempos. Mesmo que a metáfora do “alienígena trans” não fosse levada à sério (o musical poderia ter sido escrito pelo Nelson Rodrigues), sabíamos que tudo aquilo era um delírio daqueles que, de alguma forma, se sentiam lesados pelo establishment. Mas a mensagem era direta e clara: todos os transgressores não “voltariam para casa”, não adiantava bater os calcanhares pois só a Dorothy é quem tinha os sapatinhos de rubi verdadeiros. Os companheiros do Frank o abandonaram aqui na Terra  (do Nunca) devido à sua vida “extrema”. Extremismos nunca foram tolerados, nem por alienígenas andróginos (Ziggy Stardust?) em qualquer tempo. Saltos à esquerda ou direita devem ser “bem calculados", caso contrário nos levam ao precipício. Ásperos tempos. Mas continuamos dançando o “Time Warp”.




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