Sim, perto da borda
A música do YES é de todos mas não é para todos. Estou me referindo ao período de rock-progressivo deles e não ao pop-progressivo pós “Tormato" de 1978, onde começou aquela mistura de “gente de fora” que acabaram com a produção mais elaborada do grupo até então. O Yes tem muitos detratores pois suas composições não são tão simples como a música do Pink Floyd, por exemplo. Algumas pessoas já disseram que “não entendem” ou que a música do Yes é desencontrada e caótica. Talvez seja a mesma abordagem do impressionismo, assim como os quadros eram para ser visto “à distância”, a música do Yes, também. É claro que a música deles, como toda música, é o resultado da soma do que os instrumentos e vozes estão a fazer num dado momento e a progressão que segue. Se você prestar atenção a cada instrumento em separado, pode compreender cada um mas, assim como a música do século 20, a harmonia e sequências harmônicas nem sempre são as tradicionais. “Entender" a música do Yes é como entender e, mais ainda, perceber a música do século 20 onde nem sempre acontece o que nossos ouvidos estão acostumados, a harmonia até Wagner, quem gosta de rock, ouve com ouvidos do século 19, na maioria das vezes. Os fãs do Pink Floyd que me perdoem mas, o Yes é o grupo de rock progressivo por excelência.

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