"Um quarto da minha vida quase passou" …



Em 1967 John Sebastian fez eles constatação, acho que vocês lembram disso, talvez ele esperasse viver por 100 anos; lembro muito bem quando eu completei um quarto de século, essa música ficou martelando na minha cabeça (tecnicamente começamos a envelhecer a partir dos 25 anos de idade). O “Clube dos 27" ainda não havia sido “fundado" mas os jovens, aparentemente, já haviam tomado consciência que a vida é finita. A urgência artificial que hoje nos é imposta não existia mas, o ciclo natural era algo … natural. Consciência é algo perigoso, “a ignorância é uma benção", como dizem. Naqueles dias e, talvez ainda nos nossos, a saída era “expandir” essa consciência, agora despertada, até os limites do Universo: naqueles dias pensava-se que o Universo era infinito. Essa “expansão" se dava pela meditação, trazida do oriente ou pela ingestão de drogas “psicodélicas”, como se dizia. Por falar em “expansão”, pensa-se que os jovens, naquela época usavam cabelos longos para “afrontar" o establishment mas, na realidade, cabelos longos era “antenas" para se conectar com a energia do Universo. Os caretas nunca souberam disso devido às limitações que se impunham a si próprios, como se a “sua verdade” fosse a única,  quando sabemos que só existe UMA verdade …

De tudo que o Bowie fez, uma das poucas recomendações foi “não desperdicem o tempo”. Depois dos 40 o tempo encurta, e muito. Atualmente minhas semanas parecem ser de 3 dias. Tempo é vida, não é dinheiro não. É coisa de criança ficar lamentando “o tempo perdido”, vamos viver “o dia que se chama hoje”. Ontem já foi, amanhã não existe e, quando existir, será presente. Não precisamos ficar receosos se não formos aceitos como somos, não estamos aqui para agradar a todos e é uma pena que nem todos saibam aproveitar o que somos e podemos ser para quem está convivendo conosco. Como dizem, e é verdade, saúde é tudo, o resto a gente dá um jeito.




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