Ah mas não era assim que eu queria …
Já falei sobre a satisfação dos desejos e suas consequências e, como a frustração muitas vezes nos faz regredir à infância … Mas o que assusta é quando se estabelece uma regra de consenso geral (se é que isso alguma vez existiu) e, se o resultado não é o que o indivíduo quer, esperneia. Estou falando da operacionalização da Democracia em termos dos nossos “representantes" no governo do Estado. Lembro que há alguns anos se um político fazia algo que um cidadão não gostava ele (o cidadão, o eleitor, o contribuinte) dizia “o fulano não me representa”. O que se queria dizer, na realidade, é que aquele cidadão não concordava com a atitude do “representante”. Ao dizer que um político não é representante da “vontade” dos eleitores, isso sim, é uma desprezo ao processo democrático de uma maneira bem infantil, afinal “ele" não fez a minha vontade e, como dizem que posso me manifestar, aqui estou. Os gregos, que “inventaram” a democracia, alertaram, desde a concepção que, sempre existiria o risco de que o representante fosse alguém não muito adequado a tomar decisões pelos seus eleitores. Isso é o mais comum, durante a campanha ele é tudo aquilo que precisamos para ser felizes mas depois da posse … Mas o que eu realmente não compreendo é quando o candidato, já eleito, passa a cumprir suas promessas da campanha e … o povo reclama! Estamos vivendo isso nessas últimas semanas num certo país do oriente médio … O melhor mesmo é estar à margem desse mundo imundo, com muita certeza estou com a prazo de validade vencido.

Comentários
Postar um comentário