Amanhã será segunda-feira
Como esta quadrinha infantil é algo um tanto desconhecida em Pindorama, tomo a liberdade de transcreve-la aqui:
As Tommy Snooks and Bessy Brooks
Were walking out one Sunday,
Says Tommy Snooks to Bessy Brooks,
“To-morrow will be Monday”
Creio que todos nós ansiamos pelo final de semana. Seja por cansaço da lida semanal, seja porque não gostamos mesmo do nosso trabalho. Ao longo desses 45 anos de contribuição previdenciária, aprendi que maioria das pessoas tem muito pouco prazer no seu trabalho. Raros são aqueles que realmente gostam do que fazem. Mesmo assim todos nós (exceto alguns “gentlemen”) trabalhamos e um dia, chega a aposentadoria. Pelo menos costumava chegar. O “problema" dos aposentandos e aposentados é o custo para o pessoal da ativa. O nosso país ainda por algum tempo não vai ter o problema que se avizinha em países com maior número de idosos ou gente com idade acima da população dita economicamente ativa, que vai dos 15 aos 65 anos de idade. O Japão hoje tem 5 trabalhadores em atividade para “sustentar" 1 (um) aposentado porém, como a taxa de natalidade do país é muito baixa e a longevidade da população é grande, estima-se que por volta de 2035 esse número seja de um para um, o que tornará os impostos obscenos. A solução, que o Japão já está tomando, é empregar os velhinhos e velhinhas em atividades quase que simbólicas: continuar trabalhando até morrer, aparentemente é esta a solução. O estado ajuda as empresas com uma legislação trabalhista diferenciada para os idosos “ativos”. Já em França os trabalhadores quase botaram fogo no país com a proposta do governo de aumentar a idade de aposentadoria de 62 para 64 anos, tal proposta foi sancionada nesta semana, agora o povo está pedindo, semana de 4 dias em contrapartida. Esse experimento já foi feito anteriormente em diversos países “emergidos" e a coisa funciona, os trabalhadores ficam satisfeitos e as empresas não perdem dinheiro, a economia acaba achando um equilíbrio. O curioso, nestes experimentos de semana de quatro dias é a relutância de “certos" gerentes praticam a mesmo administração de pessoal da segunda metade do século 19: controlar os “colaboradores” (como “eles" dizem) ao ponto de cronometrar o tempo gasto no banheiro. E depois dizem que sou eu que vivo no passado por não usar celular. Essa gente é muito engraçada mesmo.

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