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Buscamos respostas. Respostas para perguntas que muitas vezes nem percebemos que estamos as buscando. Talvez o que mais buscamos é como acabar com a dor. E somos tão limitados que reclamamos da nossa dor como crianças que a sentem mas não conseguem dizer onde dói. A dor vem da frustração de nossos desejos que também é algo que nem sempre percebemos como tal. Não sei se nos conscientizarmos disso resolve alguma coisa, saber que dói a cabeça não faz cessar o desconforto mas, obviamente, sabemos por onde começar. O Iluminismo nos trouxe a quimera que a ciência era a resposta para tudo, todos os dias isso se prova ao contrário, é como tomar remédio para os efeitos colaterais de outro. Mesmo assim, a esperança de que alguém faça uma descoberta miraculosa, não cessa, buscamos nas novidades as respostas. Então criou-se um culto ao novo, às últimas descobertas e realizações do “moderno”. A última moda, o último pensamento filosófico, a última ideologia, o último salvador da pátria. Só que “o último” nunca é o definitivo, o derradeiro. Sempre há um senão. É a história do velho, o menino e o burro: não dá pra satisfazer a todos. Essa insatisfação é da própria natureza humana e, esse sentimento pode tanto nos impelir a continuar procurando respostas como pode nos destruir completamente. Creio que uma solução é buscar discernir o que realmente devemos dar importância e o que não é tão importante assim, mesmo que todos que nos cercam digam ao contrário: a nossa dor, mesmo sendo do conhecimento geral continua doendo em nós. A nossa dor é nossa responsabilidade mesmo que seja causada por alguém ou algo externo pois, vingarmo-nos daquele que nos infligiu dor não nos cura, é preciso tratar o ferimento. Isso é o “amar o próximo”, tratar nossas dores para não doer nos outros. 




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