E apesar das notícias serem um tanto tristes …




Lembro perfeitamente quando recebi aquele telefonema de meu pai, me contando sobre o assassinato do John. Era uma manhã cinzenta de Dezembro. Imediatamente eu lembrei que foi meu pai que me apresentou os Beatles, no início dos anos 60. Lidar com a morte é sempre algo complicado e, quando se trata de algum “herói" é um misto de realidade e fantasia e lembranças. Isso é algo estranho, “conhecer" alguém através da sua música, ou suas realizações. Talvez a fantasia criada pela imaginação construa alguém que não é real, a diferença entre o artista e o indivíduo. Mas não era propriamente o John, era um dos Beatles. E eles não são mais o que foram para a minha geração, viraram história, a percepção das novas gerações é uma abordagem histórica e não histérica como era no tempo da Beatlemania, na época da morte do John já era assim, foi dez anos depois que o conjunto acabou. Então passamos a viver assim mesmo, sem o John, perdidos em Abbey Road.




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