Never could be any other way
Não acredito em “destino" mas em causa e efeito. Somos o que somos porque nos tornamos, obviamente. Existe a possibilidade de sermos “melhores" sem atrapalhar? Nossos pesos e medidas precisam estar ou ser muito extremos para os percebermos, somos como carro que vai estragando aos poucos e nos acostumamos com isso. Não tenho muita certeza se quando nos damos conta de nós mesmos, ainda há algo que se possa ser feito para, de alguma forma, mudarmos. Sempre existiu essa cobrança de “sermos melhores” visando resultados que nem sempre nos são compreensíveis. Talvez aí resida aquele “ah se eu soubesse disso” … Mas agora que “sabemos daquilo” ou é tarde ou para nada nos serve. “Agregamos valor” a nós mesmos sem nos valorizarmos. Me dá a impressão que esse “ser melhor” é algo somente para os outros nos medirem e nos denunciar, veladamente, que ainda não está bom. Antigamente era suficiente ser “bom”, isso era o que bastava mas, na modernidade é preciso ser “melhor” para “ter melhor”. Ser um melhor profissional para ter um melhor emprego. Ser um melhor vigarista para dar um melhor golpe. Ser um melhor atleta para ter uma melhor qualidade de vida. Não nos perguntamos se queremos ser “melhores" dessa maneira. Mas o medo de sermos tachados de medíocres nos faz aspirar por "sermos melhores” sem nunca chegarmos ao fim desses melhoramentos. Basta dessa obsessão, não preciso ser o melhor em nada, aspirar ser “bom" já é uma meta absurda. Dizem que ser bom de cama é deitar e dormir, a insônia passou a ser uma perversão.

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