Nos dias de hoje, não lhes dê motivo …




Não sei exatamente como definir mas, as pessoas estão cada vez mais agressivas por medo de sentirem agredidas ou acharem que todo mundo está conspirando contra elas. Assisti um programa onde se falava de narcisismo e entrevistaram gente comum perguntado se elas conheciam algum narcisista, houveram muitos testemunhos mas, o que me chamou a atenção foi que, entre as adolescentes (só as meninas), todas elas identificaram suas mães como narcisistas, justificando essa pecha porque suas mães não satisfaziam suas vontades e desejos. O programa identificou o narcisismo como um desvio de personalidade e isso bastou para que as adolescentes enquadrassem suas próprias mães para justificarem sua bandalheiras, afinal elas estavam sendo vítimas de mães que deviam ser internadas em hospitais psiquiátricos. Mais uma vez o nosso querido Nelson Rodrigues demonstra sua sapiência no conhecimento humano: o problema dos jovens é que eles não são velhos. Nossa sociedade está sofrendo as consequências dos seus próprios erros e, aparentemente está se auto aniquilando quando vemos esses desvarios juvenis: se este é o julgamento que eles fazem de seus pais, nunca desejarão filhos, desde que sejam coerentes com a sua experiência. PORÉM ("ai porém”) o próprio comportamento instintivo (ou doentio) os levará a ter filhos. O índice de dependência, que é a taxa entre jovens e adultos com mais de 65 anos está crescendo nos países ditos do primeiro mundo e, não me venham com esse papo de “países emergentes” que isso é querer tapar o sol com a peneira para as diferenças da economia entre os países. Enquanto houver gente desequilibrada o suficiente para culpar os pais de suas mazelas, haverá desigualdade social, onde vale o olho por olho, dente por dente. Não existe “evolução" social pois não existe evolução no comportamento humano. Podemos ser até mais “civilizados" que antigamente mas isso dos respeito àquilo que criamos para o nosso bem estar, não tem nada a ver com relações humanas onde grassam as leis do instinto: a pizza que estou comendo agora é aquela que alguém não está comendo. E estão todos soltos por aí, posando de “gente de bem”.




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