Revenons à nos moutons …
Me parece que "constância" é somente nome de gente antiga. Quando o projeto é trabalhoso, largam a coisa pela metade, se é que chegaram lá. “Quem tem pressa, come cru”. Com certeza isso é fruto da urgência irreal dos nossos dias. Uma amiga sempre me diz que está “na correria” quando pergunto como ela está. Muitas vezes “corremos atrás do prejuízo” porque ninguém vai fazer isso por nós. Estar conectado nos dá a impressão que devemos responder no mesmo "tempo de resposta" da internet. Lembro que quando implementaram o uso de email para o uso nas empresas, se a mensagem era urgente, sempre era seguida de um telefonema: “enviei um email, é urgente”. Quando a coisa passou a ser mensagens via telefone o dispositivo avisava que uma mensagem havia chegado e, como não sabemos se a mensagem é urgente ou não, temos que verificar todas e, obviamente quanto mais contatos temos mais mensagens e, menos tempo. Eu não saberia precisar o percentual de mensagens realmente urgentes recebemos por dia mas, com certeza não são todas. Tudo o que aconteceu a está acontecendo não mudará se tivermos conhecimento no segundo seguinte ou uma hora depois, tudo é passado, imutável. Como muitas coisas que estamos a fazer são interrompidas por urgências (reais), é bom aprender a retomar nossas atividades depois disso. Essa urgência artificial pode nos tirar o tempo que temos para fazer coisas quando nos ocupamos em saber o que está acontecendo. Pode parecer bobagem mas nem todo mundo tem maturidade e responsabilidade para terminar o que começou.

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