Agora só falta você
Estar "à margem" ou melhor, construir na outra margem foi uma característica da minha geração (lembram do conto do Rosa "A terceira margem do rio"?). Estou chegando num impasse tecnológico, como "todo mundo" tem um telefone celular (creio que existe diferença entre "telefone celular" e "smartphone", além do preço) muitos serviços está sendo "celularizados", uma vez que os sistemas operacionais dos computadores e dos telefones são diferentes, de modo que os aplicativos não são compatíveis em diferentes plataformas físicas. Desta forma vou perdendo a possibilidade de me servir dos serviços onde se torna obrigatório o uso de um smartphone. Numa das raras ocasiões, no nosso país, o preço de um produto (no caso o celular) diminuiu na medida em que a procura aumentou; como vivemos numa "economia de mercado" (saiu da moda falar "capitalismo") com muita certeza a indústria está ganhando muito de alguma outra forma devido ao uso massivo deste dispositivo. É inegável a praticidade das funções disponíveis, em nome da urgência e, se o modus operandi foi desenhado para o dispositivo, o método anterior é descartado. Atualmente, o único serviço que perdi foi o do estacionamento regulamentado, substituído pelo Estar Digital. Aos poucos vou sendo encurralado.

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