"Luzes não aquecem o ar"




A nossa cidade é atraente para muitos dos nossos compatriotas e, desde a segunda metade dos anos 70 a população vem crescendo de maneira estonteante, de 470 mil habitantes no censo de 1970 para os um milhão novecentos e poucos de hoje é algo assustador  para que assistiu isso através desses anos que se foram. Curitibanos mesmo, somos menos da metade, dizem que somos 40% da população. Desta forma mesmo que nasça gente aqui, são de pais “estrangeiros”, poucos restaram dos “legítimos”, os naturais da Sapolândia, cujo orgulho é sermos a capital mais fria do país. Ainda. Não se faz mais inverno como antigamente, se foram os campos e, no cimento e asfalto a umidade é menor; aos poucos fomos perdendo nossa cidade para o pessoal do “interior”, mesmo que tenham vindo de outras capitais. Alguns não resistem a uma friaquinha e voltam de onde vieram, outros ficam e se acham no direito de reclamar das nossas calçadas mal enjambradas. Tem tanta gente de fora que os recém chegados acham quo o nosso famoso sotaque é o do norte do estado, que vergonha. Não vou falar dos nossos “usos e costumes” (lembram o que era isso nas aulas de história?), a internet está cheia dessas bobagens, mas gosto do nosso inverno azul, que às vezes acontece: aquele céu azulíssimo em manhãs de geada onde aqueles que vieram de fora,  olhando pela janela vestem uma camisa de manga curta pois acham que todo Sol é quente, mas aqui, às vezes, é só luz. Esses nunca serão curitibanos, só vivem aqui.



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