Marketing pessoal
Houve um tempo em que as pessoas, ao usar uma sacola não descartável achavam que estava salvando o mundo. Hoje elas continuam fazendo isso mas por medo. Medo de serem acusadas de não serem “progressistas”, mais uma vez o medo de serem rejeitadas, serem “canceladas" como dizem os “progressistas”. Cada vez mais nos afundamos nos temores criados por nós mesmos. Quando o foco é o medo de cair no buraco, a queda é inevitável. E o medo gera fantasias, o buraco, muitas vezes é mais razo que tememos, dá para sair dele sem problema algum. No entanto é preciso ter uma certa segurança e maturidade para não cair sob o peso dos dedos apontados: “ele não gosta de Nutella!!! Ele não usa Blue jeans!!! Ele não tem um celular!!! Ele … Os valores de massa são adotados por falta de valores pessoais e, quando alguém é encontrado com valores pessoais, diferentes dos socialmente aceitos, é visto, naturalmente, como um leproso. Criou-se um modus operandi no qual a aceitação total e irrestrita dos valores ditados, especialmente pela mídia, é tido como uma atitude anti-social, quando me parece que as pessoas se sentem denunciadas em não terem valores pessoais. Como muitos desses valores sociais são discutíveis, as pessoas fingem que os possuem propagando isso a quatro ventos. Isso é o tal do “marketing pessoal”, posar de politicamente correto, defensor das minorias, ecologista, frequentador de academias de fitness, comendo pizza com Coca Zero, concorde somente com o que é dito ser científico, mas consultando horóscopos. A pandemia deu uma freada nesse comportamento pois as pessoas descobriram que mesmo inda a academia 3 vezes por semana e tendo uma dieta “equilibrada”, não viveriam por 150 anos com saúde perfeita. Mas como a pandemia acabou, reconquistamos a nossa imortalidade e nada ou ninguém tira isso de nós.

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