Monstros 



                                                           "My mommy always said there were no                                                                                                                           monsters, no real ones,  but there are"                                                                                                                                                         (E.L. Ripley)


Existe uma diferença enorme entre comportamento inaceitável e comportamento patológico. O rompimento dos limites das regas e leis que regem o convívio entre as pessoas tem suas consequências e têm atenuantes face ao "mal funcionamento" do cérebro ou da psiquê. De qualquer forma os monstros estão vivendo entre nós e, muitas vezes, só percebemos isso depois que a monstruosidade é perpetrada. E não precisa ser algo sério, existem monstruosidades que são consequências de atitudes aparentemente inócuas e, esse tipo são mais difíceis de identificar ou, se identificadas, difíceis de responsabilizar o perpetrante. É de conhecimento geral “O príncipe” do Maquiavel, obra citada e com ensinamentos para a prática do governo. Algumas afirmações ali são arrepiantes mas, ao longo dos séculos, têm sido cometidas por muitos governos. Mesmo numa utopia anarquista haverá os governantes e os governados, em maior ou menor grau. O único problema com a democracia, coisa que os próprios gregos perceberam, é que só saberemos se elegemos um santo ou um monstro quando do exercício do mandato. Curiosamente mandato vem de “manus data”,  “mãos dadas”. Por mais que “ele(s) não nos represente(m)” estamos de mãos dadas com ele(s). 




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