Nelson, meu professor (24/10/2020)
Esse foi do científico. Professor de matemática (esses sempre foram os melhores). Nunca vi tanta didática bem aplicada, aliada ao dom que ele tinha de dar aula: se você assistia as aulas dele, era impossível não aprender. É claro que ele cobrava isso muito bem nas provas. Nós o chamávamos de “mestre”, e não estávamos a brincar, assim como as aulas dele não eram brincadeira. Lembro que quando estava a nos ensinar números complexos, uma vez entramos na sala de aula, enfileirados, marchando e entoando: “Um i, menos 1, menos i ! Um i, menos um, menos i !”. Ele, ao nos ver passar disse: “Já vi que meus discípulos aprenderam a lição!” Ele era fantástico.
Já na faculdade, na disciplina de cálculo numérico, para minha surpresa ele entrou na sala para, mais uma vez, ser meu mestre. Os que já tinham sido alunos dele, aplaudiram. Aquele foi, com certeza o meu melhor período do curso - terminei a disciplina com média 9,8 e fui parabenizado por ele: “eu não esperava menos de você”. Há professore e mestres. Definitivamente.

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