No limiar do sonho




Estou ouvindo, enquanto escrevo, o derradeiro disco dos “Moody Blues", antes do flautista nos deixar ("Strange Times"). Isso não é uma crítica à esse disco mas umas observações sobre alguns grupos que conhecemos na adolescência e nos acompanham a vida inteira. Sei que nem todos ouvem música como eu ouço, a música tem um lugar muito grande para mim quando que para a maioria das pessoas é “algo" que muitas vezes é um pano de fundo e não uma trilha sonora da vida. Os Moody Blues, sempre estiveram ao meu lado assim como muitos (não sei se tantos assim) outros. Nem posso afirmar que todos mas, muitos de nós tivemos momentos importantes da vida que lembramos ao ouvir uma música, seja porque ela estava tocando naquele momento crucial ou porque era da época em que algo importante nos aconteceu. Quem não os ouviu naqueles dias, pode julgar que era mais um conjuntinho qualquer que queria ser como os Beatles (todo mundo queria ser como os Beatles) mas eles sempre tiveram um caráter muito particular, inimitável. E esses sentimentos, muitas vezes indefinidos vêm à tona quando os ouço, é mais ou menos aquela sensação de estar no colo de mossa mãe. Para aqueles que sabem o que estou tentando dizer, curtam esses momentos, a vida é muito curta para ficarmos ouvindo música ruim.




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