Vida minha vida, olha o que é que eu fiz …






Muitas vezes, ou aa maioria das vezes, somos pegos pelo imponderável. Se algo existe realmente, é o inesperado. Vivemos na certeza (que alguns chamam de fé) de que certas coisas sempre estarão ali como as deixamos e não precisamos nos preocupar com isso, por exemplo, ao voltarmos para casa temos certeza que ela estará lá, como sempre mas, a probabilidade do nosso carro estar estacionado onde o deixamos é bem menor, mesmo que isso aconteça com menor frequência ou nunca aconteça. De mesma forma pensamos e agimos assim quando se trata de pessoas. A probabilidade de nossos pais de 90 anos estarem aqui amanhã é bem menor quando comparada aos nossos filhos. De certa forma estabelecemos alguns padrões de acontecimentos nas nossas vidas e nos apoiamos neles. Em termos de administração chamamos isso de planejamento. Sempre fui avesso às “resoluções de final de ano”, isso sempre me pareceu uma tentativa de mostrar aos outros da nossa determinação. Não lembro de alguém ter comentado sobre o sucesso ou insucesso dessas resoluções. Como se não bastasse as vicissitudes “normais" não precisamos ainda que se impor mais coisas que sabemos serem regidas pelo acaso e que supomos ser algo bom para nós. Basta ao dia o seu mal.


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