A guerra e suas consequências
Assistindo ao noticiário me deparo com a indignação da mídia em relação à "violência e hostilidades" praticadas. Isso me causa espécie pois é algo inerente de um conflito armado, como dizem para suavizar. Não é possível haver uma guerra pacífica e benigna. Morrem pessoas na guerra, militares e civis, homens e mulheres, adultos e crianças, velhos e bebês. Claro que a morte de semelhantes nos gera, ao menos, compaixão para com as vítimas (atualmente confunde-se compaixão com amor) mas, isso ocorre porque somos expectadores e fantasiamos que todos os seres humanos são bons por natureza (para nos excluirmos dos beligerantes) e que quem comete atrocidades (olha aí outra palavra que está na moda) não é humano e nós, que sabemos escolher e praticar o bem, temos o dever de propalar a quatro ventos esse comportamento, mostrando desta forma como somos éticos e corretos. Com muita certeza esse nosso comportamento é inconsciente pois afinal, como é possível morrer civis numa guerra em tempos em que a humanidade é tão desenvolvida? A “modernidade" melhorou realmente as pessoas? Olhem à sua volta. Temos orgulho dos feitos científicos e pensamos que se temos capacidade tecnológica, temos “progresso" ético e comportamental. Isso que é uma bobagem monumental. Essa conclusão (não ouso dizer “raciocínio”) não passa de uma tentativa de termos uma “receita" para salvar a humanidade de si própria. É mais fácil que encarar nossas mazelas e limitações. Houve um tempo em que as guerras eram somente entre os exércitos e tinham hora e lugar marcados para a batalha mas, como progredimos, a guerra "moderna" está aí, do jeito que todos nós estamos a ver. Quando dois não querem, dois não brigam? Parabéns humanidade!

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