How I wish you were here ...



Creio que já falei aqui que minhas lembranças de infância são um misto de memórias e fantasia mas a rua onde eu morava foi muito real, inesquecível. Pode parecer uma bobagem mas, de certa forma, aquela quadra, nem era a quadra inteira mas aquele segmento da rua entre uma esquina e outra, foi para mim um universo quase que infinito. Quem a conhece hoje não acredita como era algo de fantástico. Eu morava na rua São Francisco, entre a Riachuelo e a Barão do Cerro Azul. Naqueles dias não havia shopping centers e todo o comércio da cidade se concentrava no centro, na XV, na Tiradentes, na Marechal Deodoro e as ruas que se entremeavam ali. Aquela quadra tinha um comércio fabuloso:

Duas papelarias, a João Haupt e a Max Roesner;

Uma floricultura;

Um hospital;

Uma funerária;

Um restaurante;

Dois barbeiros;

Uma loja de laticínios;

Uma confeitaria;

Uma verduraria;

Um armarinho;

Uma funilaria;

Um hotel.

Virando a esquina, na Riachuelo, uma padaria e, virando a outra esquina, na Barão, um açougue.

O edifício em que eu morava, o número 200, abrigava o CPD da Copel e o RH. Quatro quadras dali ficava o colégio.

Foi nessa quadra que passei minha infância e começo da adolescência. Mesmo mudando para o bairro, meus avós continuaram morando ali e pude desfrutar da rua muito tempo ainda. Hoje aquilo é um antro de marginais, já houve dois assassinatos de dia ali. O custo do crescimento descontrolado. Se é que seja possível controlar tal coisa. 




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