"Porque me olhas assim?" 

Coleridge






Essa é uma história do Pato Donald. Eu li muito gibi do Donald, era quinzenal na década de 60. Houve um concurso em Patópolis que consistia em declamar partes do poema épico “The rime of the ancient Mariner”  do poeta Coleridge. O prêmio era um cruzeiro num transatlântico luxuosíssimo. Todos se dedicam a decorar o tal poema e o Donald, devido muito mais à sua teimosia que habilidade em decorar o poema, quase enlouquece para decorar e, no dia do concurso, delirante, ele só lembra de dois versos: “Porque me olhas assim? Com a minha besta abati o albatroz”. É feito o sorteio de quais versos ele deveria declamar e são exatamente os únicos dois versos que ela sabe e repete incessantemente no seu delírio: ele ganha a passagem. O que ele não sabia era que a passagem lhe dava o direito de ocupar um compartimento no fundo do casco do navio, ao lado do eixo das hélices do navio, na casa das máquinas. Mas o que eu queria contar é que essa busca tenaz do Donald me marcou muito e aprendi que nossa sanidade mental não vale uma passagem de navio.    




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