"There’s a whole generation with a new explanation: people emotion”
Muitos pais dizem: “onde foi que erramos?” Pergunta recorrente que deixa as pessoas desorientadas. A minha geração tem muita culpa não tanto pelo que fizemos mas pelo que deixamos de fazer. Em nome de uma “não interferência” à tudo, que chamamos de “liberdade", as pessoas deixaram de confiar umas nas outras não porque as inteferências eram danosas mas porque a falta delas foi danosa. Quem é muito independente é, além de solitário, orgulhoso de ser estúpido. “Eu me amo, eu me adoro” … Aprendemos com que os outros acertaram e erraram, os intelectuais lêem muito para não perder tempo reinventando a roda, quem não lê têm a mentalidade das pessoas da idade do bronze e agem como as tais, em todos os sentidos. Todos as vicissitudes são tratadas como se fossem a primeira vez. É claro que ler Piaget não vai fazer você “entender" as crianças mas vai te saber que crianças devem ser tratadas como crianças não como adultos inexperientes. Já vi mães explicarem para seus filhos de dois anos de idade porque eles não deveriam comer chocolate, imaginando que eles nunca mais pediriam para comer … chocolate! Essa abordagem de tratar crianças como adultos é fruto de uma ideia bem intencionada de "não enganar”as crianças ou algo semelhante. Esse é o “pensar com o coração” (o “people emotion” daqueles que estiveram em Ashbury Heights, física ou mentalmente) afinal simplesmente negar o chocolate parece, para essas pessoas, uma crueldade, no entanto, para a criança ela estará sendo privada do seu desejo com ou sem explicação. Dizemos “fiz o meu melhor” não para dizer que amamos nossos filhos mas para nos justificarmos a nós mesmos que somos falhos mas, e daí? Será que é tão difícil isso? Não sabemos cuidar nem de nós mesmos como queremos “acertar tudo” com nossos filhos? Ver que o amor não é o suficiente é desorientante. Talvez o que pensamos ser a prática do amor não seja nada disso. Amar os filhos é corrigí-los com o que temos e somos, é a herança que deixamos para eles, é preferível uma herança pequena e imperfeita que herança alguma. Quando dizemos “onde foi que errei”, estou supondo que meu amor não foi o suficiente, o que é uma grande bobagem, todo amor é suficiente e, acima de tudo necessário.

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