Democratização da informação?





Houve um tempo (gosto de começar com essa expressão) em que a música, dita popular (toda e qualquer que não fosse música erudita), era comercializada como qualquer outro produto de consumo: produção, publicidade, distribuição e venda. Os mais “antigos" lembram como a coisa era no mundo pré InterNet. Com o advento da rede (rede são dispositivos que servem para enredar), que me parece mais uma teia com muitas aranhas (afinal são muitos os insetos a serem devorados), a distribuição se tornou “democratizada”, como dizem. Porém não vivemos mais naquele mundo de 2 bilhões de viventes e, naturalmente, o número de artistas cresceu proporcionalmente. Paradoxalmente naqueles dias tínhamos algumas dezenas de sortudos que conseguiam chegar ao público e, hoje, mesmo com a oferta tendo sido centuplicada, continuam algumas dezenas de artistas sendo consumidos sob o ponto de vista capitalista da coisa: consumo sustentável (que “sustenta" o artista e os atravessadores). De nada adiantou a “democratização" do conhecimento se as pessoas não querem e, talvez nem saibam o que fazer com isso tudo. 




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog