Abbey Road




Mais uma vez, perdido em Abbey Road. Atravessar essa faixa acontece a todos aqueles que estão lá, naqueles dias, em qualquer parte do mundo. Muito se falou, muito se fala e muito se falará mas “eles" sempre estão presentes nas nossas vidas. Outro dia um colega de trabalho veio me perguntar, com um certo ódio no coração, porque os Beatles ainda são tão aclamados. Me pareceu que ele estava com aquele sentimento "o que ele pensam que são?". Todas e quaisquer explicações  são insuficientes porque são teóricas, só que viveu e cresceu ouvindo-os na medida em que os discos apareciam, consegue entender plenamente porque essas coisas nascem no coração: “because the wind is high”. Expliquei tudo isso mas, naturalmente, não foi satisfatório. Talvez seja como tentar explicar como é o sabor de marzipã para quem só conhece chocolate. Mas o que mais me causa espécie é essa inveja que sentem aqueles que acham que, no seu cinismo não se deixam influenciar pela beleza da música deles. E não foi uma meia dúzia de pessoas que conheci que nutriam esse sentimento. Talvez nesses exista um reconhecimento que não lhes é aceitável por se acharem superiores ao sentimento que a boa música causa a (quase) todos. Não vou discutir o que é uma “boa" música pois é uma discussão inútil e que se esvaziou a muito. Obviamente estou ouvindo o disco quando escrevo. “And in the end, the love you take is the love you gave”.




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