"Se você está só você pode conversar comigo"



Lendo um artigo no UOL, sobre IA, me deparei com um possivel modus operandi das "redes sociais" ... O texto, escrito por uma neurocientista diz o seguinte:


"Interações supostamente sociais nas quais alguém que se importa com a gente e compartilha algo novo conosco"


O ambiente virtual é exatamente isso: virtual, não é real, é o mesmo mecanismo de correspondência por cartas, o que difere é o tempo de resposta (ou não). Nas cartas, ao menos, sabíamos que era uma pessoa que a lie e respondia,  na internet nunca sabemos quem está "do outro lado", pode ser gente, pode ser IA, pode ser um cachorro. Mas voltando ao texto. Me chamou a atenção o "supostamente socias" : quanto a suposição já falei acima, mas o “social" é algo que as pessoas não sabem exatamente o que é. Isso me lembra que um colega não sabia o que era um "ícone" no seu sentido original. Ele achava que eram aquelas figurinhas do computador que sevem como botões para acionar uma função qualquer.  Narrow minded. Mas enfim, como o politicamente correto jogou o contrato social (aquele do Rousseau) no lixo, as relações interpessoais foram junto. Outra coisa: "alguém que se importa com a gente". Que mundo é esse em que as pessoas mendigam atenção? E vejam que não é "gostam da gente" , isso está fora de questão pois implica em responsabilidade.  E por último, o "algo novo". Já comentei isso num outro post, o fascínio pela novidade, como se tudo que é novo é melhor que o "não novo", não necessariamente "velho" (para ninguém pensar que estou me justificando). Me parece que, de maneira geral, as pessoas se deixam levar por qualquer coisa pois é mais cômodo. Não erramos por falta de conhecimento, mas por preguiça.




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog